domingo, 4 de outubro de 2009

Marcha Mundial Pela Paz e Não-Violência


A Marcha


A Marcha Mundial começou na Nova Zelândia, no dia 2 de outubro de 2009, aniversário do nascimento de Gandhi e declarado pelas Nações Unidas como “Dia Internacional da Não-Violência”. Terminará naCordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, aos pés do Monte Aconcágua em 2 de janeiro de 2010. Durante estes 90 dias, passará por mais de 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes. Cobrirá uma distância de 160.000 km por terra.
Alguns trechos serão percorridos por mar e por ar. Passará por todos os climas e estações, desde o verão tórrido de zonas tropicais e do deserto, até o inverno siberiano. As etapas mais longas serão a americana e a asiática, ambas de quase um mês. Uma equipe base permanente de cem pessoas de diversas nacionalidades fará o percurso completo.

Por quê?

Porque a fome no mundo pode ser resolvida com 10% do que se gasta em armamento. Podemos imaginar como seria, se 30 ou 50% fossem destinados para melhorar a vida das pessoas, em vez de serem aplicados em destruição?


Porque eliminar as guerras e a violência significa sair definitivamente da pré-história humana e dar um passo gigante no caminho evolutivo de nossa espécie.
Porque nos acompanha nessa inspiração a força das vozes de tantas gerações anteriores que sofreram as conseqüências das guerras e cujo eco continua se escutando hoje em todos os lugares onde continuam deixando seu fúnebre rastro de mortos, desaparecidos, inválidos, refugiados e deslocados.

Porque um “mundo sem guerras” é uma proposta que abre o futuro e deseja se concretizar em cada canto do planeta, onde o diálogo vá substituindo a violência.

É chegado o momento de fazer ouvir a voz dos sem-voz! Milhões de seres humanos pedem por necessidade que se acabe com as guerras e a violência.

Podemos conseguir isso, unindo todas as forças do pacifismo e da não-violência ativa do mundo.

Apoie a Marcha você também:


Visite o site e descubra como apoiar essa excelente iniciativa!!!


sábado, 3 de outubro de 2009

Revolução Industrial























A Revolução Industrial consistiu em um conjunto de mudanças tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo em nível econômico e social. Iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII, expandiu-se pelo mundo a partir do século XIX.

Ao longo do processo (que de acordo com alguns autores se registra até aos nossos dias), a era agrícola foi superada, a máquina foi suplantando o trabalho humano, uma nova relação entre capital e trabalho se impôs, novas relações entre nações se estabeleceram e surgiu o fenômeno da cultura de massa, entre outros eventos.

Essa transformação foi possível devido a uma combinação de fatores, como o liberalismo econômico, a acumulação de capital e uma série de invenções, tais como o motor a vapor. O capitalismo tornou-se o sistema econômico vigente.

Antes da Revolução Industrial, a atividade produtiva era artesanal e manual (daí o termo manufatura), no máximo com o emprego de algumas máquinas simples. Dependendo da escala, grupos de artesãos podiam se organizar e dividir algumas etapas do processo, mas muitas vezes um mesmo artesão cuidava de todo o processo, desde a obtenção da matéria-prima até à comercialização do produto final. Esses trabalhos eram realizados em oficinas nas casas dos próprios artesãos e os profissionais da época dominavam muitas (se não todas) etapas do processo produtivo.


Com a Revolução Industrial os trabalhadores perderam o controle do processo produtivo, uma vez que passaram a trabalhar para um patrão (na qualidade de empregados ou operários), perdendo a posse da matéria-prima, do produto final e do lucro. Esses trabalhadores passaram a controlar máquinas que pertenciam aos donos dos meios de produção os quais passaram a receber todos os lucros. O trabalho realizado com as máquinas ficou conhecido por maquinofatura.

Com a evolução do processo, no plano das Relações Internacionais, o século XIX foi marcado pela hegemonia mundial britânica, um período de acelerado progresso econômico-tecnológico, de expansão colonialista e das primeiras lutas e conquistas dos trabalhadores. Durante a maior parte do período, o trono britânico foi ocupado pela rainha Vitória (1837-1901), razão pela qual é denominado como Era Vitoriana. Ao final do período, a busca por novas áreas para colonizar e descarregar os produtos maciçamente produzidos pela Revolução Industrial produziu uma acirrada disputa entre as potências industrializadas, causando diversos conflitos e um crescente espírito armamentista que culminou, mais tarde, na eclosão, da Primeira Guerra Mundial (1914).

Texto muito bom copiado parcialmente do blog do Prof. Leonardo Castro

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domingo, 27 de setembro de 2009

República Velha: As oligarquias no poder

Durante o Império, o governo central impunha seu poder às províncias, nomeando quem iria governá-las. Com o estabelecimento da República a situação mudou: as famílias poderosas de cada estado -as oligarquias locais- subiram ao poder e lá se mantiveram por meio de um esquema político-eleitoral fraudulento. Esses chefes locais, em geral grandes fazendeiros, muitas vezes tinham o título de coronéis da Guarda Nacional, (coronelismo).



Os coronéis determinavam o voto de seus agregados e favorecidos políticos (troca de favores), exercendo influência na região em que atuava através do "voto de cabresto". Para arrancar o voto do eleitor, o coronel usava duas formas:

-Violência pura e simples: caso o eleitor o traísse, votando em outro candidato, podia perder seu emprego ou mesmo ser morto pelos capangas;

-Troca de favores: Como a maioria da população era muito pobre, dependia do coronel para tudo, desde dinheiro emprestado, remédio, segurança, vaga no hospital, emprego... assim o coronel fazia esses "favores" a seus dependentes e , em troca, exigia que votassem em seus candidatos. Essa prática, chamada de clientelismo, é característica na política brasileira até os dias de hoje!

Eram comuns, ainda: manipulação dos resultados das eleições, roubo de urnas, e até inclusão dos votos de pessoas mortas ou ausentes.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

domingo, 13 de setembro de 2009

A traição aos lanceiros negros

Nos momentos finais da revolução Farroupilha ocorreu o "Massacre de Porongos", em 1844, na zona rural de Pinheiro Machado, onde os "lanceiros negros" foram mortos pelas tropas imperiais.

Mais uma vez se aproxima a data de 20 de setembro, comemorada no Rio Grande do Sul e pelo mundo afora como uma referência (e certa deferência) aos heróicos atos do exército farroupilha. Bem menos lembrada, mas nem por isso menos heróica, foi a participação de negros neste exército, organizado pela elite gaúcha, os ricos fazendeiros escravocratas do Rio Grande do Sul.

Os lanceiros negros formavam uma tropa especial do exército farroupilha que foi decisiva em muitas batalhas travadas durantes os dez anos de guerra. Porém, segundo André Melo, especialista em História Contemporânea pela Fapa, "Engana-se quem pensa que realmente existiu uma democracia racial entre os farrapos. Os soldados até poderiam ser negros, mas os oficiais eram todos brancos."

Por trás da participação dos negros havia a esperança da liberdade, a alforria, após a guerra. A participação dos negros terminou de forma trágica em 14 de novembro de 1844: a traição de Porongos, com o massacre dos lanceiros negros. Desarmados um dia antes por ordem de David Canabarro, os negros foram alvo fácil para as tropas do Império sob o comando de Francisco de Abreu, o Moringue.

O triste acontecido foi durante muitos anos ocultado da nossa história. Até hoje, grupos ligados ao tradicionalismo negam o episódio, e acusam os historiadores de renegar o heróico passado farrapo. Porém cabe a cada um de nós, estudantes e pesquisadores, fazer lembrar o massacre e desta forma homenagear esses heróis anônimos da luta pelo fim da escravidão.

A traição de Porongos e o massacre dos lanceiros negros é num dos mais lamentáveis episódios da história da humanidade.
É uma façanha que não orgulha, nem serve de modelo para nenhuma terra.

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