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terça-feira, 12 de julho de 2016

Dia Mundial do Rock


Dia 13 de julho, é celebrado o Dia Mundial do Rock.... Curiosamente, essa data não tem nada de “mundial”, já que ela é comemorada — até onde se sabe — apenas aqui no Brasil!
Segundo diversas fontes, a data comemorativa teve origem graças ao icônico megaconcerto beneficente Live Aid que aconteceu no dia 13 de julho de 1985 — ou seja, há exatos 31 anos.
Bob Geldof, ator, cantor e músico (sua principal atuação no filme The Wall) organizou o Live Aid. Um show simultâneo em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia. O evento chamou a atenção por contar com a presença de muitos artistas famosos na época. Entre os participantes, estavam The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna,Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.
Os shows foram transmitidos ao vivo pela BBC para diversos países e abriram os olhos do mundo para a miséria no continente africano.
Em 2005, 20 anos depois do primeiro evento, Bob Geldof organizou o Live 8, uma nova edição com estrutura maior e shows em mais países. Dessa vez o objetivo foi pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres e erradicar a miséria do mundo.
No Live 8 o Grupo de Rock Britânico Pink Floyd se reuniu em sua formação clássica pela primeira vez depois de 20 anos de separação.


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A INVENÇÃO DE UM MITO POLÍTICO

Ou:

O gaúcho Pateta, dos estúdios Walt Disney




A partir de 1941, os estudios Disney se envolveram com o Departamento de Estado do Governo Roosevelt para fins de investida comercial na América do Sul. Os mercados europeus estavam fechados pela guerra, assim, os EUA precisavam de parceiros comerciais na própria América, bem como em fazer aliados e estreitar relações com os governos do Brasil e da Argentina, especialmente.

Disney foi usado para tais finalidades, por isso criou dois personagens para agradar os sulamericanos. Foram criados o Joe Carioca (Zé Carioca) e El Gaucho Goofy (Pateta Gaúcho), este já existia, mas foi redesenhado como um tipo cowboy dos pampas com a finalidade de fazer-se simpático ao povo argentino.

Como se vê, o uso político-comercial do gaucho (ou gaúcho) foi uma ideia anterior aos jovens estudantes do Colégio Júlio de Castilhos de Porto Alegre, quando, na década de 1950, resolveram dar um perfil mais definido ao “tipo ideal” (Weber) do Rio Grande do Sul.

Os jovens sulinos, representados basicamente por Paixão Cortes e Barbosa Lessa, estavam inventando uma tradição, como tantas outras que se criam mundo afora, à guisa de suporte de feitos heróicos para fins de coesão social, mitos políticos (comumente de direita, como Joana D'Arc na França) e mesmo meros produtos comerciais passíveis de virarem fetiches mercadológicos.

Vejam que a própria ideia já é de segunda mão, os rapazes do Julinho chegaram tarde ao mercado do gaucho. Disney chegou primeiro.


Texto copiado de Diário Gauche

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Santa Ceia e os Signos do Zodíaco


Reconstituição fiel da Última Ceia de Leonardo da Vinci, que foi utilizada por Emma Costet de Mascheville em seu livro Luz e Sombra (Ed. Teosófica)
Esse relato se baseia no livro de Emma Costet macheville

Temos no quadro da Santa Ceia os doze apóstolos, com a figura do Cristo Central, na pintura original o Cristo representa o ponto de equilíbrio , iluminado por 3 portas de luz, o Cristo representa a posição Equinocial. Segundo observações de Emma, a imagem representa as quatro estações, da direita para a esquerda: a primavera, o verão, depois Cristo, no Centro, que representa a posição do Equinócio Outonal e por fim o outono e o inverno. Podemos observas nas mãos do Cristo com a mão esquerda em sentido de doação e a direita de recolhimento., simbolizando a fase da primavera e do verão quando o sol doa sua luz e calor e no inverno e outono a luz do sol atenua. Isso também nos leva a pensar na forma imparcial da Divindade perante a natureza , que tem a função de doar e recolher. Também nos leva a crer o sistema complementar de cada signo, que um doa o outro recolhe e vice versa. Os doze signos é polaridade de energias opostas. A sombra é apenas ausência de luz, assim como o ódio é um amor ausente, o vicio é uma virtude em desenvolvimento. A astrologia trabalha com correspondências, complementação, não existe um signo superior, ou inferior, todos se complementam e carregam suas verdades. No fundo necessitamos encontrar a nossa estabilização. Dentro das correspondências astrológicas e os signos do zodíaco com o corpo humano encontramos : a cabeça corresponde a Áries; o pescoço corresponde a Touro; os braços e os pulmões correspondem a Gêmeos; o estômago, o esôfago e as glândulas mamárias correspondem a Câncer; o coração corresponde a Leão; os intestinos e o fígado correspondem a Virgem; os rins correspondem a Libra; os órgãos sexuais correspondem a Escorpião; os quadris e as coxas correspondem a Sagitário; os joelhos, os ossos e a pele correspondem a Capricórnio; as pernas e os tornozelos correspondem a Aquário, até os pés que correspondem a Peixes.

Na obra de Leonardo (1452 - 1519), chamada Cenacolo ou Última Ceia, que na verdade é um afresco, um mural pintado no refeitório do Convento de Santa Maria delle Grazie, que se encontra na cidade de Milão, na Itália, podemos verificar que os doze apóstolos estão simbolizando essas correspondências:
Simão com a “cabeça” para frente, sendo a parte física regida por Áries, Judas Tadeu com a luz no pescoço outra parte regida pelo signo de touro, o único signo que tem os pés expostos, Bartolomeu ,também parte regida pelo signo de peixes.

Mas esses detalhes já nos dá uma idéia que da Vinci fez esse quadro deixando seu conhecimento da astrologia( em uma época em que a inquisição era um fato), de maneira camuflada, mas muito inteligente.
Quando vemos em torno da figura do Cristo os signos em oposição, e no meio a Divindade, podemos concluir que as oposições que levam a sabedoria para a figura Central o Cristo, o ponto de equilíbrio, onde a posição sagrada está no caminho dos opostos.
“Na Natureza tudo é duplo, tudo tem pólos, tudo tem o seu oposto".Yin, yang, macho e femea, grosseiro e suave, doce e amargo , e assim vai...
Como se diz no yoga : "Quando a mente é perturbada por pensamentos impróprios, a constante ponderação sobre os opostos é o remédio".'

Copiado e editado do blog de Marilza Eches, um blog sério sobre astrologia. Clique!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tia Ciata e o samba

Hilária Batista de Almeida nasceu na Bahia em 1854. Aos 22 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde formou nova família ao se casar com João Baptista da Silva, funcionário público com quem teve 14 filhos.

Como todas as baianas da época, era grande quituteira. Começou a trabalhar colocando o seu tabuleiro na Rua Sete de Setembro, sempre vestida de baiana. Com tino comercial, também alugava roupas típicas para o teatro e para o carnaval.

Mãe-de-santo respeitada, Hilária foi confirmada no santo como Ciata de Oxum. Em sua casa, as festas eram famosas. Sempre celebrava seus orixás, sendo as festas de Cosme e Damião e de Nossa Senhora da Conceição as mais prestigiadas. Mas também promovia festas profanas, nas quais se destacavam as rodas de partido-alto. Era nessas rodas que se dançava o miudinho, uma forma de sambar de pés juntos, na qual Ciata era mestra.

A Praça Onze ganhou o apelido de Pequena África, porque era o ponto de encontro dos negros baianos e dos ex-escravos radicados nos morros próximos ao centro da cidade. Lá se reuniam músicos amadores e compositores anônimos. A casa de Tia Ciata, na rua Visconde de Itaúna 117, era a capital da Pequena África. Dos seus freqüentadores habituais, que incluíam Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Sinhô e Mauro de Almeida, nasceu o samba. A música Pelo telefone foi o primeiro samba registrado, no final de 1916, e virou sucesso no carnaval de 1917.

As chamadas “tias” baianas tiveram um papel preponderante no cenário de surgimento do samba no Rio de Janeiro, no final do século XIX e início do XX. Além de transmissoras da cultura popular trazida da Bahia e sacerdotisas de cultos e ritos de tradição africana, eram grandes quituteiras e festeiras, reunindo em torno de si a comunidade que inundava de música e dança suas celebrações – as festas chegavam a durar dias seguidos. Nessa época, viviam Tia Amélia (mãe de Donga), Tia Prisciliana (mãe de João de Baiana), Tia Veridiana (mãe de Chico da Baiana) e Tia Mônica (mãe de Pendengo e Carmen do Xibuca). Mas a mais famosa de todas foi Tia Ciata, em cuja casa nasceu o samba.

Em 1935, o então prefeito do Rio, Pedro Ernesto, legalizou as escolas de samba e oficializou os desfiles de rua. Antes disso, sem horário nem percurso fixo, o indispensável era que os grupos passassem pela Praça Onze, pelas casas das “tias” baianas. Elas eram consideradas mães do samba e do carnaval dos pobres. A casa de Tia Ciata era parada obrigatória, pois era a mais famosa e muito respeitada pela comunidade. Até hoje, as tias são representadas e homenageadas nos desfiles, pela ala das baianas das escolas de samba.

Em 2011, Tia Ciata é enredo da escola Unidos de Padre Miguel, e sua história será contada novamente!


Fonte: Portal da Cultura Negra , Cabrocha, a flor do Samba e http://www.acordacultura.org.br

terça-feira, 6 de julho de 2010

A ilha que ninguém quer reclamar



Trata-se de um aglomerado de plásticos, identificada em 1997 no meio do Oceano Pacífico, onde as correntes oceânicas do Pacífico Norte se encontram, e flutuam em constante crescimento. Esta ilha em que não se pode caminhar, ou melhor, esta sopa de plástico, já tem dimensões maiores que o estado do Texas, com uma profundidade de cerca de 10 metros.

Todo o lixo que é abandonado pela classe média nas praias da costa oeste da América do Norte e do Japão é levado pelas correntes para esta ilha suja, onde se estima que 70% da sua composição é de sacos de plástico. É como uma cloaca que nunca descarrega.

Isto tem um enorme impacto nos ecossistemas. A composição da água naquela área já apresenta mais pedacinhos de plástico do que plâncton.

Milhares de albatrozes acabam por morrer de fome mas de estômago cheio: ingerem tampas de garrafa, isqueiros, canetas, palitos de cotonetes, etc.

O principal problema com o plástico é o de não ser biodegradável. Nenhum processo natural pode quebrar suas moléculas. Um isqueiro jogado ao mar se fragmenta em pedaços menores e menores de plástico sem quebrar seus compostos mais simples, por isso se estima que a degradação completa poderia levar centenas de anos.

Além do óbvio que isto afeta tanto a vida marinha (macro e micro), outra questão que se apresenta é: como vamos limpar isto?

Esta questão ainda está para ser respondida. Por enquanto, cientistas dizem que a melhor abordagem que temos não é para limpar tudo, mas como paralisar seu crescimento.

Isso torna uma simples retirada de material algo arriscado – pode-se causar mais danos do que benefícios. É bom lembrar que grande parte da vida marinha encontra-se na escala de tamanho microscópico. Por exemplo, ao coar as águas oceânicas em busca de plástico, o plâncton, que é a base da cadeia alimentar marinha e responsável por 50% da fotossíntese da Terra, seria igualmente capturado, trazendo assim mais prejuízo.



Copiado direto do Blog Diário Gauche

terça-feira, 22 de junho de 2010

Viajando Pela Copa 2010

Aqui algumas imagens do trabalho sobre a Copa do Mundo apresentado em 19 de junho!




segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Santa das causas virtuais!


























Quem nunca ganhou uma "Oração à Santo Expedito" ou outro qualquer, sem ter pedido? Essa semana encontrei um "santinho", ou melhor, santinha, diferente. Resolvi escanear e postar aquí para compartilhar com os visitantes do blog. Segue abaixo a oração:

"SANTA DAS CAUSAS VIRTUAIS
Gloriosa Santa Millagrosa ilumina com sua Vella meus caminhos virtuais, minha memória e meus arquivos. Leva meus e-mails. Gloriosa mártir dos ataques de hackers, das interrupções de downloads, dos bugs e dos crashs. Me protege dos vírus. Gloriosa mártir! Portadora da web, da internet e dos sites, intercedei por nós. Livrai-nos dos flagelos de filtros anti-spam, de senhas incorretas e da quebra de disco rígido. Gloriosa mártir! Nas viagens virtuais de terra, subterrâneo, mar e ar, livrai-nos da perdição e corrupção dos arquivos. Leve-nos ao Google, ao Second Life, ao Facebook, ao Myspace; ao Youtube ... até o porto seguro da felicidade eterna. Imploramos por updates nos nossos computadores.
Salve navegantes!
Amém"
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Che

Che Guevara
Ernesto Guevara de la Serna, conhecido por Che Guevara ou El Che (Rosário, Argentina, em 14 de Junho de 1928 - La Higuera, Bolivia, 9 de Outubro de 1967), guerrilheiro revolucionário e homem político.





"Nasci na Argentina; não é um segredo para ninguém. Sou cubano e também sou argentino e, se não se ofendem as ilustríssimas senhorias da América Latina, me sinto tão patriota da América Latina, de qualquer país da América Latina, que no momento em que fosse necessário, estaria disposto a entregar a minha vida pela liberação de qualquer um dos países da América Latina, sem pedir nada para ninguém, sem exigir nada, sem explorar ninguém."











Outro dia, uma aluna do 1º ano trouxe para aula algumas revistas de história, todas com capa vinculada à Cuba, à Revolução e ao Che. E eu que pensava que minha geração havia sido a última a cultuar esses verdadeiros símbolos da luta contra a opressão!

Deixando de lado essas observações, me pergunto: Como afinal apresentar essa lendária figura a quem jamais ouviu falar, ou pouco sabe sobre quem foi e o que representa Che Guevara? Existem muitas formas, dependendo do objetivo e da ideologia de quem cumpre a tarefa.

Assim, pesquisando na internet, encontramos de tudo: Páginas de partidos políticos defendendo ou desdenhando, jornalistas e historiadores que quando bem remunerados, reproduzem a fala de seus patrões contra Cuba e o socialismo. Não é preciso disfarçar a ideologia quando se fala de Cuba. Ou se crê em Deus, ou no diabo. O caso é que o diabo de uns, é o deus de outro!

Ernesto Guevara de La Serna nasceu na cidade argentina de Rosário, no dia 14 de junho de 1928. Sua família era rica, porém de idéias socialistas, tanto é que na biblioteca de sua casa havia obras de Marx, Engels e Lenin, com os quais se familiarizou ainda na adolescência. .Além de médico, foi guerrilheiro revolucionário e homem político.

Durante o ano de 1952, conforme retratado no filme "Diários de Motocicleta'"de Walter Salles, Che realizou sua primeira jornada pela América Latina, uma viagem de mais de 10 mil Km! No ano seguinte, realiza nova viagem pelos demais países, e ao tomar conhecimento da penúria em que se encontravam as populações pobres, subjugadas pelos capitalistas estadunidenses em conluio com as elites tropicais, Che dá mostras de seu profundo humanismo, ao passo que vai se agigantando seu modo de pensar revolucionário e sua postura antiimperialismo.
Em 1954, convencido de que somente a Revolução poderia mudar o rumo do continente, Che se une ao movimento de revolucionários cubanos apoiadores de Fidel Castro, partindo do México para tomar Cuba, sendo vitoriosos em 1958. A partir de então, Che Guevara torna-se a mão direita de Castro no governo, onde desenpenha diversas funções até 1966, quando parte para uma missão na Bolívia. Che foi assassinado pelo exército boliviano em 1967, passando da vida ao mito, da luta pela justiça social e pelo combate ao imperialismo ianque.

Hoje, quando se vive uma crise do capitalismo, que demonstra ser incapaz de evitar o aumento da desigualdade, da miséria, das epidemias em nível global, assim como causador do esgotamento dos recursos naturais do planeta e da consequente aniquilação da vida humana na Terra, é o momento de rever alguns ideais tão esquecidos, como os defendidos por Che e por tantos outros.

Agradecimentos a Cassiane, da 115 t, pela Caros Amigos de 22/10/2004, de onde retirei várias imagens.

Ouça aqui Chico Buarque e Luis Eduardo Aute cantando a linda
"Hasta siempre comandante Che Guevara"

- - Hasta siempre Comandante - Èñïàíñêèé
Found at skreemr.com


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O que é o Blog?


Criado pelo professor Daniel, (Orkut) (whohub) "Clio em Esteio!!!" foi pensado como um espaço para discussão e para o oferecimento de textos que complementam as aulas de história, voltado aos alunos do ensino médio.

Clio é a musa da história e da criatividade, aquela que divulga e celebra as realizações. Preside a eloqüência, sendo a fiadora das relações políticas entre homens e nações.
É representada como uma jovem coroada de louros, trazendo na mão direita uma trombeta e, na esquerda, um livro intitulado "Thucydide" (ver Tucídides). Outras representações apresentam-na segurando um rolo de pergaminho e uma pena, atributos que, às vezes, também acompanham Calíope.
Clio é considerada a inventora da guitarra. Em algumas de suas estátuas traz esse instrumento em uma das mãos e, na outra, um plectro (palheta). Um dos nove livros de Heródoto leva o nome de Clio em homenagem à deusa. (wikipédia)

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

Jogo sobre a Revolução Francesa


O Tríade é um jogo sobre a Revolução Francesa. Misturando os gêneros RPG e Ação em Terceira Pessoa, a produção do jogo foi coordenada pela professora Lynn Alves e financiada pela FINEP.




Para baixar o Tríade e também outros jogos pedagógicos desenvolvidos pela equipe visite este site

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domingo, 30 de agosto de 2009

Semana Farroupilha



Está próximo o dia 20 de setembro, data que marca o início da chamada revolução Farroupilha, e que é lembrada especialmente no Rio Grande do Sul, através de eventos culturais, desfiles e piquetes. É neste momento que mais aflora o gauchismo, tão cultivado nos CTG espalhados pelo RS, pelo Brasil e até mesmo em alguns países.

Este blog, que não expressa nenhum preconceito relativos as manifestações culturais de qualquer tipo, (e gosta de qualquer festa que tenha comida e bebida à vontade) não ficará de fora: Segue abaixo texto assinado pelo sr. Manoelito Carlos Savaris, Presidente do IGTF (Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore), com a proposta temática do governo do Estado para as comemorações deste ano, “OS FARROUPILHAS E SUAS FAÇANHAS”.

1. O PRIMEIRO ATO: INVASÃO DE PORTO ALEGRE

Depois de meses de discussões na Assembléia Provincial e no interior das lojas maçônicas os farroupilhas resolveram invadir Porto Alegre, na noite de 19 para 20 de setembro de 1835.

Jose Gomes Vasconcelos Jardim reuniu um grupo de farroupilhas em Pedras Brancas, cruzou o Lago Guaíba e se encontrou com Onofre Pires da Silva Canto na região sul da capital, que o esperava com outro grupo de farroupilhas.

Na madrugada do dia 20 de setembro os farroupilhas chegavam na Ponte da Azenha, se defrontaram com uma patrulha policial, derrotaram os caramurus e puseram o Presidente da Província Antonio Rodrigues Fernandes Braga, em fuga para a cidade de Rio Grande.

Foi escolhido como Presidente da Província Marciano Pereira Ribeiro e como comandante-das-armas o Coronel Bento Manoel Ribeiro

2. O GRITO DE LIBERDADE: PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

Quase um ano depois de iniciada a revolta dos farroupilhas, encontrava-se Antonio de Souza Netto nos Campos do Seival quando foi atacado por Silva Tavares que retornava de um auto-exílio no Uruguai. Depois da batalha, travada no dia 10 de setembro. Netto reuniu seus oficiais, nos Campos dos Menezes e, num ato de coragem e determinação, proclamou a República Rio-grandense. 11 de setembro de 1836 marca o nascimento de uma nova nação.

A Câmara de Vereadores de Jaguarão foi a primeira a apoiar o ato de independência.

Em seguida os farroupilhas definiram a primeira Capital, Piratini foi a vila escolhida, por se encontrar localizada num ponto estratégico.
Como símbolo da nova nação foi apresentada o Pavilhão Tricolor, que manteve as cores brasileiras, verde e amarelo, mas introduziu entre elas o vermelho representativo do espírito republicano e federalista.

Procedida a eleição para a presidência da República Rio-grandense, foi escolhido Presidente Bento Gonçalves da Silva e para Vice-presidentes Paulo Antonio da Fonseca, Coronel Jose Mariano de Matos, Coronel Domingos Jose de Almeida e Ignácio Jose d’Oliveira Gomes.

3. BENTO GONÇALVES FOGE DO FORTE DO MAR, ONDE SE ENCONTRAVA PRESO

Preso no combate da Ilha do Fanfa, em 02 de outubro de 1836, Bento Gonçalves e mais outros farroupilhas, entre eles Pedro Boticário, foram levados presos para a fortaleza de Lage no Rio de Janeiro.

Depois de uma frustrada tentativa de fuga, o líder farrapo foi transferido para O Forte do Mar, em salvador, Bahia, de onde fugiu, em setembro de 1837, com a inestimável ajuda da maçonaria.

4. OS FARROUPILHAS TOMAM RIO PARDO: SURGE O HINO FARROUPILHA

No ano de 1838 os farroupilhas estavam fortalecidos e reuniram suas melhores forcas, sob o comando de seus mais ilustres militares, atacaram o Município de Rio Pardo onde os imperiais mantinham forte contingente.

O ataque farroupilha foi fulminante resultando vitoriosos os farroupilhas naquela batalha que passou para a história com o nome de Batalha do Barro Vermelho.

Naquela batalha estavam presentes Bento Gonçalves, Teixeira Nunes, David Canabarro, João Antonio, Bento Manoel, Domingos Crescêncio, Antonio de Souza Neto.

Entre os imperiais presos estava a banda do 12° Batalhão de Caçadores. O maestro Joaquim Jose de Mendanha foi instado a compor uma canção para comemorar a vitória dos farrapos.

No dia 6 de maio a canção foi executada, pela vez primeira, diante do Estado Maior do Exercito Farroupilha. Assim nascia o Hino Farroupilha que mais tarde recebeu a letra de Francisco Pinto da Fontoura.

5. FORMA-SE A MARINHA FARROUPILHA: GARIBALDI FAZ A TRAVESSIA DOS LANCHÕES

A necessidade de ocupação da Laguna dos Patos e do suporte aos movimentes em terra, foram a motivação para a construção de barcos, no canal de São Gonçalo, para compor uma frágil, mas ativa Marinha Farroupilha. Giuseppe Garibaldi, um italiano de convicção republicana comandou pessoalmente a construção dos barcos, tendo ao seu lado o inglês John Griggs.

Quando os comandantes farroupilhas decidiram tomar a Vila de Laguna, em Santa Catarina com o intuito de proclamar a República Catarinense e ter uma saída para o mar, Garibaldi aceitou o desafio de colocar seus dois lanchões, Seival e Rio Pardo, no mar, para isso levou-os até a foz do rio Capivari e, por terra, numa verdadeira epopéia, transportou os barcos em duas carretas puxadas por 100 juntas de bois, recolocando os barcos na água, no rio Tramandaí e alcançando o mar no dia.

O naufrágio do Lanchão Rio Pardo, comandado por Garibaldi, na altura de torres, não impediu que o valente corsário chegasse, por terra e de a cavalo, em Laguna.

6. A REPÚBLICA CATARINENSE: ANITA SE UNE A GARIBALDI

A invasão de Laguna foi comandada pelo mais pertinaz comandante farroupilha, David Canabarro. Contando com tropas de Joaquim Teixeira Nunes, por terra, e com um lanchão chefiado por Johan Grigs, por mar, tomou a localidade no dia 29 de julho de 1839.

O ato seguinte foi a proclamação da Republica Rio Catarinense. Os imperiais e agiram e, numa operação por mar, recuperaram a cidade, fazendo com que os farroupilhas recuassem.

Em terras catarinenses foi que Giuseppe Garibaldi conhecia Ana Maria de Jesus Ribeiro, a Anita, que abandonou sua terra natal e se transformou na companheira do italiano. Anita Garibaldi lutou ao lado do marido, teve seu primeiro filho, Menotti, em terras gaúchas, na região de Mostardas. Acompanhou Garibaldi na campanha do Uruguai e com ele se tornou heroína na luta pela unificação da Itália.

7. A REPÚBLICA RIO-GRANDENSE SE ESTRUTURA COMO UMA NAÇÃO.

Depois de proclamada a República Rio-grandense, de escolhidos os seus dirigentes, havia a hercúlea tarefa de organizar a administração.

O primeiro presidente, provisório, pois Bento Gonçalves se encontrava preso no Rio de Janeiro, foi Jose Gomes Vasconcelos Jardim . O Ministro do Interior e da Fazenda, Domingos Jose de Almeida, foi o grande responsável pela administrativa da República.

O primeiro General Farrapo foi João Manoel de Lima e Silva, liberal e republicano convicto, deixou o Rio de Janeiro para se engajar na luta dos farroupilhas.

A imprensa oficial foi entregue ao italiano, amigo de Garibaldi, Luiggi Rossetti. O jornal “O Povo” se tornou o meio mais eficaz de comunicação da República.

8. A ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE E A TERCEIRA CAPITAL

Em 1840 os farroupilhas já dando mostras de enfraquecimento militar mas cada vez mais firmes na tentativa de implantar a República, transferiram a Capital para o Município de Alegrete.

No ano de 1842 reuniu-se a Assembléia Constituinte. Eleitos os 36 deputados, reuniam-se na capital farroupilha para discutir a Constituição. Entre os Deputados vamos encontrar os padres Francisco das Chagas Martins de Ávila e Sousa e Hildebrando de Freitas Pedroso, alem de vários oficiais e civis.

Longos foram os debates e notáveis os avanços ideológicos propostos pelos republicanos. Para a época eles elaboraram uma das constituições mais avançadas.

Não puderam concluir a tarefa, mercê das discordâncias internas, mas, mesmo assim deixaram para a história um documento primoroso.

9. A PAZ DE PONCHE VERDE

Depois de quase dez anos de luta, os farroupilhas acordaram com os imperiais os itens da pacificação.

Os artífices do acordo foram Jose Gomes de Vasconcelos Jardim, Bento Gonçalves, Antonio Vicente da Fontoura, Padre Francisco das Chagas, cabendo a David Canabarro, que comandava o Exército Farroupilha e a Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, Presidente da Província e Comandante do Exército Imperial, assinar o tratado.

Canabarro reuniu os comandantes, nos Campos de Ponche Verde, Município de Dom Pedrito, para decidir sobre a proposta de Caxias. A ata foi assinada no dia 28 de fevereiro de 1845.

Instalado na mesma região, o Duque da Caxias foi informado a respeito da decisão favorável dos farroupilhas e assinou a pacificação no dia 01 de março do mesmo ano.

Chega ao fim a mais longa e dura revolução já ocorrida em terras brasileiras. Os farroupilhas não tiveram êxito na implantação da República, mas plantaram as sementes que germinaram e se transformaram realidade anos mais tarde quando o Brasil deixou de ser um Império para ser uma República.

Nos anos seguintes à Revolução Farroupilha estavam os farrapos e os caramurus unidos no mesmo Exército Brasileiro lutando contra as ameaças dos paises vizinhos, primeiro a Argentina e depois o Paraguai.

Manoelito Carlos Savaris
Presidente do IGTF
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Observação aos meus alunos(as): Na escola teremos diversas atividades que marcarão a semana farroupilha de 2009, tendo seu desfecho no sábado dia 19, que será um dia letivo. Informe-se!

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sábado, 25 de julho de 2009

Grandes companhias farmacêuticas faturam bilhões com a gripe A


É o que informa o insuspeito Financial Times

Algumas das maiores companhias farmacêuticas do mundo estão auferindo bilhões de dólares em receita adicional, em meio à preocupação global sobre a expansão cada vez maior da gripe suína.
Analistas estimam alta significativa nas vendas da GlaxoSmithKline, da Roche e da Sanofi-Aventis, quando elas divulgarem nos próximos dias resultados do primeiro semestre engordados por encomendas governamentais de vacinas contra a gripe e medicamentos antivirais. A informação é do Financial Times.

As novas vendas - ao mesmo tempo em que a suíça Novartis e a americana Baxter, que também produzem vacinas, já divulgaram resultados expressivos - surgem no momento em que o mais recente cômputo aponta para um total de mais de 700 vítimas fatais do vírus da gripe A (H1N1) e para milhões de pessoas infectadas em todo o mundo.

A britânica GlaxoSmithKline (GSK) confirmou que até o momento já vendeu 150 milhões de doses de uma vacina pandêmica contra a gripe (o equivalente ao total anual de vendas de vacinas sazonais contra a doença), a países como o Reino Unido, os EUA, a França e a Bélgica, e anunciou que estava se preparando para expandir a produção.

A GSK também produz o Relenza, um medicamento antivírus que reduz a duração e atenua a severidade da infecção, e está se preparando para ampliar a produção, rumo a uma meta de 60 milhões de doses anuais. O governo do Reino Unido encomendou 10 milhões de doses do medicamento neste ano.

Um dos principais beneficiários do temor crescente de uma pandemia foi a suíça Roche, que vende o Tamiflu, o principal medicamento antiviral usado no combate à gripe, e registra alta considerável nos pedidos de governos e empresas privadas.

Uma pesquisa do banco de investimento americano JPMorgan Chase estimou, na semana passada, que governos de todo o mundo já teriam encomendado quase 600 milhões de doses de vacinas contra a pandemia e adjuvantes (produtos químicos que aumentam sua eficácia). Isso representa US$ 4,3 bilhões em vendas, e existe o potencial de vender mais 342 milhões de doses de vacina, ou US$ 2,6 bilhões, no futuro próximo.

O JP Morgan Chase previu que novos pedidos de antivirais podem elevar as vendas da Roche e da GlaxoSmithKline em mais US$ 1,8 bilhão nos países desenvolvidos e, em potencialmente, mais US$ 1,2 bilhão nas nações em desenvolvimento.

Mas também existem incertezas para os fabricantes de produtos farmacêuticos. Com a probabilidade de demanda superior à oferta e os lotes iniciais de produção sugerindo que o rendimento da vacina contra a pandemia é relativamente baixo, as companhias podem ter de enfrentar escolhas difíceis na alocação de produtos aos diferentes países que estão apresentando encomendas.

As companhias também estão sob pressão para fornecer mais medicamentos e vacinas gratuitamente, ou a preços extremamente baixos, para os países em desenvolvimento.

Postagem copiada integralmente do ótimo Blog DIÁRIO GAUCHE.

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O Governo brasileiro, em 2007, conseguiu quebrar a patente da vacina contra a gripe sazonal. Espero providência parecida em relação ao Tamiflu!


sábado, 4 de julho de 2009

Atlântico Negro - Na rota dos orixás


Segue abaixo breve resenha colhida na internet sobre o documentário que está sendo visto pelos meus alunos da 1ª série do ensino médio:



ATLÂNTICO NEGRO - NA ROTA DOS ORIXÁS
País de Origem: Brasil
Ano: 1998
Duração: 75min
Diretor: Renato Barbieri.


Um relato realista e comovente das relações entre Brasil e África inspirou o videomaker Renato Barbieri e o historiador Victor Leonardi a criar uma série de quatro documentários chamada Atlântico Negro.

O primeiro filme da série, feito em vídeo, Na Rota dos Orixás, entrou em cartaz depois de ser elogiado no 31º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e de participar de eventos como o Dia Nacional da Consciência Negra.

Na Rota dos Orixás apresenta a grande influência africana na religiosidade brasileira. Na fita, Renato Barbieri mostra a origem das raízes da cultura jêje-nagô em terreiros de Salvador, que virou candomblé, e do Maranhão, onde a mesma influência gerou o Tambor de Minas.

Um dos momentos mais impressionantes deste documentário é o encontro de descendentes de escravos baianos que moram em Benin, um país africano desconhecido para a maioria do brasileiros, mantendo tradições do século passado.

Retirado parcialmente das páginas do Terra.

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Pessoalmente, gosto de destacar alguns elementos básicos que podem ser usados na análise do documentário, tarefa destinada aos alunos como "tema de casa", a ser entregue no DIA DA PROVA, na forma de uma redação com 15 à 25 linhas.
As observações abaixo são estritamente pessoais, portanto podem servir com sugestão (ou não), tu podes escrever tua redação utilizando o que melhor entenderes, desde que relacionado ao que foi apresentado na sala de vídeo e ao nosso conteúdo sobre o Brasil Colonial, trabalhado nas aulas.

1. A caracterização das religiões de matriz africana de forma didática, ou seja, oferecendo um olhar antropológico sobre religiões, o que nos permite entender alguns aspectos básicos da formação da sociedade brasileira sobre a qual existe forte preconceito.

2. Um ponto de vista diferenciado, -a partir de africanos, presente nos depoimentos colhidos em Benin sobre o translado e escravização de seus antepassados para o Brasil.

3. A narrativa sobre o retorno de escravos `as suas origens, a reintegração deles na sociedade e o translado da cultura luso-brasileira para Benin, com demonstrações na arquitetura, na língua, no modo de vestir e na Festa do Senhor do Bonfim.

4. As inúmeras homenagens que a população africana realiza para o Brasil, inclusive com o uso da Bandeira Nacional nos diversos eventos relacionados ao país, com demonstrações de admiração e respeito.

5. As imagens (fotografia), e as diferentes leituras possíveis do material apresentado.

6. Caso tenhas alguma dúvida quanto a qualidade do documentário, dê uma olhada neste link para ver a quantidade de prêmios que os caras ganharam!

Obs: Se tu quiseres assistir novamente, o vídeo está disponível no Youtube, dividido em partes.


sábado, 20 de junho de 2009

Quem descobriu a América antes de Colombo?


TEMPLÁRIOS
QUEM ERAM? Ordem de cavaleiros cristãos europeus
QUANDO? Por volta do ano 1300
POR ONDE? Da Europa para a América do Norte, cruzando o oceano Atlântico
O QUE VIERAM FAZER? Enterrar um tesouro. Como os templários entraram em choque com a Igreja, a saída teria sido trazer sua riqueza para a América -guardando-a em Oak Island, no Canadá
POR QUE NÃO FICARAM? Só queriam a América como um esconderijo
VESTÍGIOS Escavações realizadas em Oak Island desde o século 19 encontraram túneis e algumas construções. Mas nada de tesouro...
SE BEM QUE... Uma das hipóteses é que as estruturas teriam sido erguidas por piratas da região, não por templários

VIKINGS
QUEM? Um povo que viveu na Escandinávia
QUANDO? Por volta do ano 1000
POR ONDE? Da Escandinávia para a Islândia, e da Islândia para o Canadá. O navegante Leif Eriksson teria visitado a Terra de Baffin e a Terra Nova, ambas no Canadá, e a região de Cape Cod, nos Estados Unidos
O QUE VIERAM FAZER? Explorar o litoral e comerciar com nativos
POR QUE NÃO FICARAM? Eles teriam desistido de colonizar a região por ser muito distante de seu local de origem
VESTÍGIOS Em 1961, exploradores noruegueses encontraram no povoado canadense de L'Anse Aux Meadows os primeiros túmulos vikings já descobertos na América
SE BEM QUE... Há evidêndas, mas nenhuma prova definitiva da viagem

CHINESES
QUANDO? Século 15
POR ONDE? Pela Ásia, cruzando o Pacífico e desembarcando na costa oeste americana. O almirante chinês Zheng He pode ter chegado à América em 1421
O QUE VIERAM FAZER? Explorar o inundo, como eles fizeram em outros lugares
POR QUE NÃO FICARAM? Pindaíba. Anos depois da viagem de Zheng He, o imperador chinês proibiu a exploração dos oceanos, assustado com os altos custos da aventura
VESTÍGIOS Segundo especialistas, os mapas desenhados por Zheng He teriam sido copiados mais tarde por navegadores europeus, inclusive Cristóvão Colombo, o "descobridor oficial"
SE BEM QUE... Como eles não deixaram colônias, sua presença na América ainda é contestada



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A reportagem, extraída da revista Mundo Estranho (Novembro de 2006, página 59), foi cedida por uma aluna, que pesquisou e trouxe para a sala de aula.
O material corrobora com a teoria de que Cabral talvez soubesse da localização do Brasil, e que o "descobrimento" foi, na verdade, o ato de tomar posse da terra para o rei de Portugal.

Pessoalmente, entre as hipóteses levantadas pela revista, prefiro a dos chineses. Uma das principais razões é devido a dificuldade que fenícios e vikings teriam para atravessar o oceano com embarcações de baixo calado. A hipótese dos templários está mais para lenda, a lenda de um tesouro escondido, que de alguma forma sempre está no imáginário popular, e é reproduzida de diferentes maneiras. Alguns filmes podem ser relacionados a este conteúdo:
- Desbravadores (Patchfinder)
- A Cruzada
- Apocalipto







Embarcação Fenícia





















Embarcação Viking

sábado, 13 de junho de 2009

O Achamento e o período pré-colonial



Período Pré-Colonial (1500-1530)

O interesse pelo Oriente – A armada de Pedro Álvares Cabral, em verdade, dirigia-se às “Índias” mas, seja acaso, tormentas, calmarias ou por propósito (o mais provável) chegou ao Brasil em 1500. Apesar de ter tomado posse da terra em nome do rei de Portugal, o principal interesse da monarquia, enfatize-se estava voltado para o Oriente, onde estavam as tão cobiçadas especiarias.

O “Achamento”

A Carta de Pero Vaz de Caminha fala em “achamento” destas terras, não fala em “descobrimento” ou “casualidade”. Tudo indica que, realmente, procuravam alguma terra, e a acabaram “achando”... O relato abaixo permite-nos uma idéia de como aconteceu este “achamento” segundo relatos de marujos da esquadra cabralina.

Na terça-feira à tarde, foram os grandes emaranhados de “ervas compridas a que os mareantes dão o nome de rabo-de-asno”. Surgiram flutuando ao lado das naus e sumiram no horizonte. Na quarta-feira pela manhã, o vôo dos fura-buchos – uma espécie de gaivota – rompeu o silêncio dos mares e dos céus, reafirmando a certeza de que a terra se encontrava próxima. Ao entardecer, silhueta­dos contra o fulgor do crepúsculo, delinearam-se os contornos arredondados de “um grande monte”, cercado por terras planas, vestidas de um arvoredo denso e majestoso.

Era 22 de abril ale 1500. Depois de 44 dias de viagem, a frota de Pedro Álvares Cabral vislumbrava terra – mais com alívio e prazer do que com surpresa ou espanto. Nos nove dias seguintes, nas enseadas generosas rio sul da Bahia, os 13 navios da maior amada já enviada às índias pela rota descoberta por Vasco da Gama permaneceriam reconhecendo a nova terra e seus habitantes.

O primeiro contato, amistoso como os demais, deu-se já no dia seguinte, quinta-feira, 23 de abril. O capitão Nicolau Coelho, veterano das Índias e companheiro de Gama, foi a terra, em um batel, e deparou com 18 homens “pardos, nus, com arcos e setas nas mãos”. Coelho deu-lhes um gorro vermelho, uma carapuça de linho e um sombreiro preto. Em troca, recebeu um cocar de plumas e um colar de contas brancas. O Brasil, batizado Ilha de Vera Cruz, entrava, naquele instante, no curso da História.

O descobrimento oficial do país está registrado com minúcia. Poucas são as nações que possuem uma “certidão de nascimento” tão precisa e fluente quanto a carta que Pero Vaz de Caminha enviou ao rei de Portugal, dom Manuel, relatando o “achamento” da nova terra. Ainda assim, uma dúvida paira sobre o amplo desvio de rota que conduziu a armada de Cabral muito mais para oeste do que o necessário para chegar à Índia. Teria sido o descobrimento do Brasil um mero acaso?

É provável que a questão jamais venha a ser esclarecida. No entanto, a assinaturas do Tratado de Tordesilhas, que, seis anos antes, dera si Portugal a posse das terras que ficassem a 370 léguas (em torno de 2.000 quilômetros) a oeste de Cabo Verde explique a naturalidade com que a nova terra foi avistada, o conhecimento preciso das correntes e das rotas, as condições climáticas durante a viagem e a alta probabilidade de que o país já tivesse sido avistado anteriormente parecem ser a garantia de que o desembarque, naquela manhã de abril de 1500, foi mera formalidade: Cabral poderia estar apenas tomando posse de uma terra que os portugueses já conheciam, embora superficialmente. Uma terra pela qual ainda demorariam cerca de meio século para se interessarem de fato.

Os Tupiniquins

Ao longo dos dez dias que passou no Brasil, a armada de Cabral tomou contato com cerca de 500 nativos.

Eram, se saberia depois, tupiniquins – uma das tribos do grupo tupi-guarani que, no início do século 16, ocupava quase todo o litoral do Brasil. Os tupis-guaranis tinham chegado à região numa série de migrações de fundo religioso (em busca da “Terra sem Males”, no começo da Era Cristã. Os tupiniquins viriam no sul da Bahia e nas cercanias de Santos e Bertioga, em São Paulo. Eram uns 85 mil. Por volta de 1530, uniram-se aos portugueses na guerra contra os tupinambás-tamoios, aliados dos franceses. Foi uma aliança inútil: em 1570 já estavam praticamente extintos, massacrados par Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil.

Primeiras Expedições

O Brasil, ao contrario do Oriente, não possuía, em princípio, nenhum atrativo do ponto de vista comercial. Ao longo do período pré­-colonial foram, entretanto, enviadas várias expedições a nosso pais.

Primeiras expedições – Entre 1501 e 1502, Portugal enviou a primeira expedição com a finalidade de explorar e reconhecer o litoral brasileiro. Essa expedição, da qual se desconhece o nome do comandante, foi responsável pelo batismo de inúmeros lugares: cabo de S. Tomé, cabo Frio, São Vicente, etc. Com certeza, nessa expedição viajou o florentino Américo Vespúcio, que, posteriormente, em carta ao governante de Florença, Lourenço de Médici, irá declarar que não encontrou aqui nada de aproveitável. Apesar disso, constata a existência do pau-brasil, madeira tintorial conhecida dos europeus desde a Idade Média, que até então era importada do Oriente.

O pau-brasil – As primeiras atividades econômicas concentraram-se, pois, na extração ­daquela madeira, segundo o regime de estanco, isto é, sua exploração estava sob regime de monopólio régio. Como era costume, o rei co­locou em concorrência o contrato de sua exploração, que foi arrematada por um consórcio de mercadores de Lisboa chefiado pelo cristão novo Fernão de Noronha, em 1502.

No ano seguinte (1503) Fernão de Noronha montou uma expedição pata a extração do pau-brasil e fez o primeiro carregamento do produto.

No Brasil, foram estabelecidas então as feitorias, que eram lugares fortificados e funcionavam, ao mesmo tempo, como depósito de madeira. O pau-brasil era explorado através do escambo, no qual os indígenas forneciam a mão-de-obra para corte e transporte da madeira em troca de objetos de pouco valor para os portugueses.

Obs: Copiei do algosobre.

domingo, 7 de junho de 2009

Mulher portuguesa



Da Mulher Melancia à Marylin Monroe, o padrão de beleza feminino

Nas discussões em saula de aula, causou certo desconforto a alguns, motivo de riso a outros, a descrição da mulher portuguesa no Brasil Colonial. É certo porém, que a imagem real (e imaginária) do padrão de beleza feminino passa por mudanças ao longo do tempo. A razão dessa conversa iniciou ao se falar do texto O Impacto da Conquista onde procuramos, através dos dados que dispomos, imaginar como foram os primeiros contatos do homem europeu e os índigenas que viveram no Brasil.

Em relação a mulher indígena, que em se tratando de seu tipo físico que é muito semelhante ao da mulher brasileira atual, despertou (e até hoje desperta) interesses nos homens europeus. Ressalta-se que o padrão de beleza feminina do século XV era muito diferente da indígena brasileira, que além de possuir menos pêlos, era mais higiênica, pois banhava-se com muito mais frequência que as européias, até devido ao calor dos trópicos e a necessidade de refrescar-se.

Ao descrever a típica mulher portuguesa, sobretudo a pertecente a elite colonial, não se deve deixar de destacar que muitas delas cultivavam o sobrepeso, tinham quadris largos, queixo duplo, (as vezes triplo), pescoços braços e pernas muito largos e em grande parte exibiam buços tão espessos que mais se assemelhavam aos bigodes de alguns homens. Em relação a higiene, sabe-se que o frio europeu e a não existência de duchas (não tinham inventado) não inspirava banhos diários, mas sim semanais, ou a cada quinze dias, conforme as condições da pessoa. Ao marujo que desembarcava no Brasil, não tinha como deixar de comparar a mulher européia com as belas índias seminuas que habitavam o litoral brasileiro! Mas resta a pergunta: Por que as mulheres do século XV tinham que ser gordas?
Em primeiro lugar, a crença da fertilidade.

É uma crença pré-histórica. A Vênus de Willendorf foi esculpida entre 24.000 e 22.000 A.C., no período paleolítico. Observe o destaque dado às mamas, ao abdome e à vulva, como símbolos da fertilidade feminina.

A idéia de que as mulheres mais gordinhas eram mais férteis permaneceu muito tempo como válida. Pensava-se que a mulher mais gorda teria melhor condições de nutrir o feto, além disso não faltaria leite para o bebê.

A associação do corpo feminino à fertilidade se demonstra também na arte renascentista: É comum a predominância da mulher representada com quadris largos, uma referência a idéia predominante de que mulheres com essas características têm mais facilidade para parir.






Se pensarmos que sem os avanços da medicina obstétrica, como a cirurgia cesariana, por exemplo, muitos bebês e mães morriam no parto, a preferência por mulheres que poderiam dar a luz com mais facilidade faz sentido.




Retrato de Mulher Nua, de Rafael Sanzio (1518-1520). A modelo conhecida como La Fornarina, representa o padrão de beleza preferido pelo homem renascentista italiano.














Rembrandt – Bathsheba at her bath, 1654, óleo sobre tela.
O pintor holandês também faz a representação feminina com gordurinhas e quadris largos.













As três graças,

O que antes era beleza hoje é celulite e gorduras localizadas!


Por sua condição de deusas da beleza, eram associadas com Afrodite, deusa do amor. Também se identificavam com as primitivas musas, em virtude de sua predileção pelas danças corais e pela música. Nas primeiras representações plásticas, as Graças apareciam vestidas; mais tarde, contudo, foram representadas como jovens desnudas, de mãos dadas; duas das Graças olham numa direção e a terceira, na direção oposta.

Esse modelo, do qual se conserva um grupo escultórico da época helenística, foi o que se transferiu ao Renascimento e originou quadros célebres como "A primavera", de Botticelli, e "As três Graças", de Rubens.




Obs: Representante da elite agrária, a mulher portuguesa da primeira imagem optou por utlizar suas melhores jóias no momento do retrato.




quinta-feira, 26 de março de 2009

Como Baixar e visualizar arquivos do Blog?

Atendendo as dúvidas de alguns, seguem algumas dicas básicas para quem tenha interesse em baixar textos, lâminas, etc do blog.

1º - Arquivos hospedados no Rapidshare:
O Rapidshare é um serviço online onde qualquer um pode armazenar arquivos, e disponibilizar para que outras pessoas "baixem". É facil baixar arquivos do Rapidshare:
a) Após clicar no link, vai abrir um novo site. É o Rapidshare.
b) Clique em "free user", bem no centro da página.
c) Após alguns segundos aparecerá, logo abaixo do nome do arquivo, uma bolinha azul com uma seta e a palavra "download". Clique alí. Vai surgir uma caixa de texto, onde você deve determinar o local em seu computador para "salvar" o arquivo. Pronto!

2º - Os textos disponibilizados no Blog estão em formato PDF, que é um formato que permite que o texto mantenha sua formatação original, mesmo quando aberto em computadores diferentes. Se o seu computador não tem um programa para abrir os arquivos PDF, você não terá como ler os textos. Neste caso, sugiro que baixe o programa Foxit PDF Reader, clicando aquí. O programa é leve e grátis. Se tu já tens o Acrobat Reader ou outro similar, não precisa baixar.

3º - Quando o blog disponibilizar um grupo de arquivos, por exemplo diversas lâminas com a mesma temática, os arquivos estarão zipados. É uma forma de compactar o arquivo, ou juntar diversos, facilitando o download. Se tu não tiveres um desconpactador, como o Winzip, por exemplo, sugiro que baixe o Winrar, clicando aqui.

Em caso de dúvidas, coloque no campo "chat", ou nos "comentários" em cada postagem. Assim, na medida do possível, posso auxiliar.

sábado, 8 de novembro de 2008

Bem Nessa!


É chegado o fim dos oito anos de governo do facínora Bush. E Obama chega representando a mudança, derrotando o mal, ora representado por McCain (cujo acessor participou da morte do presidente deposto pela ditadura do Brasil, João Goulart) Mas é preciso dizer que os democratas não são santos, e revezam o poder com os republicanos desde o início dos tempos por lá. Na prática, ambos partidos tem muito mais semelhanças do que diferenças, sendo ingênuo pensar que agora vai mudar muita coisa. Porém, do ponto de vista social, a chegada de um negro à presidência dos EUA representa algo muito especial, e deve ser festejado. É sabido que negros e latinos não costumavam votar nos EUA, e agora foram as urnas, fazendo a diferença. Espero que a eleição de Obama contribua para uma nova forma de aceitação do negro na sociedade, de como este é visto e de como se vê, passando a pensar e agir como agente de um processo de mudança.

O artigo abaixo é de autoria de Manoel Soares, e foi publicado no Diário Gaúcho de 07/11/2008, e contribui para um discussão ampla sobre a questão.
Obs: Manoel Soares é coordenador da CUFA no RS.

O chapéu é do Obama

Foi lindo ver pessoas de todas as classes, a maioria de pele escura, felizes porque a mão mais poderosa do planeta é negra. É um momento histórico e simbólico para a humanidade, pois, no mesmo país em que, há 50 anos, negros eram enforcados, o jogo virou de tal forma que há racista se perguntando ainda como foi possível.

Ver negros e brancos vibrando aqui com essa vitória é maravilhoso, mas contraditório. O Brasil não conta a história negra passada nem atual. A Lei 10.639 está, há cinco anos, tentando levar a saga dos negros trazidos da África para os bancos escolares e nada.

É importante termos símbolos como Barack Obama, porém, é importante entender também que foi graças às cotas raciais, aplicadas por um tempo nos EUA, que ele pôde começar seus estudos. Obama foi preparado para o poder, isto não faz dele menos espetacular, pois, em menos de sete anos de vida pública, chega ao cargo mais importante do mundo.

Ter Obama como inspiração e motivação é saudável, mas temos batalhas para vencermos aqui. Temos uma das piores realidades raciais do planeta, um racismo invisível, só perceptível a quem o sente na pele. Temos milhares de negros recebendo 50% a menos do que muitos colegas brancos na mesma função. Temos um estatuto da igualdade racial que não consegue ser aprovado. Temos uma lei de cotas que até hoje não foi compreendida por muitos de nós.

Fiquei feliz em ver a história de Obama contada por dezenas de jornais, mas gostaria de ver o mesmo empenho com as histórias de Zumbi, João Cândido, Porongos, Machado de Assis e milhares de negros anônimos que, com suas lutas, mudaram a história do Brasil. Se, um dia, quisermos ter a mesma alegria que vemos nos olhos de quem votou em Obama, temos de começar a valorizar nossos heróis vivos e mortos. Até lá, vamos ficar fazendo vento com o chapéu dos outros, neste caso, o de Obama.