quinta-feira, 4 de setembro de 2014
A INVENÇÃO DE UM MITO POLÍTICO
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Valentão
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
OBAN - Operação Bandeirante
A Operação Bandeirante (OBAN) foi um centro de informações, investigações e de torturas montado pelo Exército do Brasil em 1969, que a coordenava e integrava as ações dos órgãos de combate às organizações armadas de esquerda que tinham por objetivo confrontar a regime militar que vigorava desde 1964 no Brasil.O ato que celebrou a criação da Oban foi organizado com pompa, coquetéis e salgadinhos e contou com a presença das principais autoridades políticas de São Paulo: o governador Roberto de Abreu Sodré, o prefeito Paulo Maluf, o comandante do II Exército (atual Regional Sudeste), general José Canavarro Pereira, entre outros. Também acorreram à cerimônia figuras proeminentes da elite paulista, oriundas dos meios empresarial e financeiro: Luiz Macedo Quentel, Antonio Delfim Netto, Gastão Vidigal, Paulo Sawaya e Henning Albert Boilesen. Parte do setor empresarial paulista e das multinacionais – com representação em São Paulo – acreditava que as ações guerrilheiras colocavam em risco a boa conduta dos negócios e concorreu para o apoio financeiro e material. As autoridades da cidade colaboraram com infra-estrutura, incluindo a cessão de partes das dependências da 36ª delegacia de polícia, situada na rua Tutóia (Vila Mariana), para a acomodação do novo órgão repressivo.
No entanto, o ex-governador Abreu Sodré negou qualquer envolvimento com a OBAN. O prefeito da capital paulista à época, Paulo Maluf, também refutou as versões de que teria dado apoio à iniciativa. Nada foi apurado oficialmente contra esse dois políticos.
As pessoas eram torturadas até confessarem o que sequer sabiam, e depois, sem ter mais qualquer valia ou serventia, eram levadas de avião, e jogadas em alto mar, com a barriga aberta a sangue frio, de modo a não boiarem e afundarem rapidamente, para jamais serem encontradas por seus amigos e parentes. (São os incontáveis "desaparecidos" da ditadura militar)
Este local é considerado a mais célebre casa de torturas e de assassinatos da ditadura e no paradigma dos órgãos de segurança da ditadura militar.
Era financiada por doadores privados como o Grupo Ultragás, Ford, GM e Grupo Camargo Corrêa, Grupo Objetivo entre outros e pelos bens tomados de suas vítimas. Entre os doadores, haviam os que apoiavam com entusiasmo a repressão e outros que contribuíam a contragosto, sob pressão.
Destaca-se a atuação da mídia, que na época esforçava-se para esconder os crimes cometidos pelo regime, e ainda justificava claros e evidentes assassinatos por tortura, como os de Vladimir Herzog, Rubens Paiva, Fiel Filho, Stuart Angel, e outros, como tendo sido suicídio, morte natural, desaparecimento e etc, sempre amparado por laudos médicos de legistas do terror, como Dr. Harry Shibata e outros menos badalados, que davam um cunho profissional de aparente seriedade a todos os "acidentes", "suicídios" e "desaparecimentos", jamais tratados como assassinatos por tortura e, cuja verdade como notícia a televisão e os jornais tratavam de fabricar.

Tanto a Oban, quanto o DOI-CODI, podem ser considerados como precursores de batalhões de elite das polícias civis e militares brasileiras – como as Rondas Extensivas Tobias Aguiar (ROTA), em São Paulo, ou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), no Rio de Janeiro, para citar apenas os mais célebres – com amplo saldo de torturas e mortes. Dessa maneira, longe de permanecer um acontecimento longínquo do passado, a Oban segue servindo de inspiração para organizações congêneres no presente.
Obs:
As imagens foram copiadas do google imagens.
Este texto é uma síntese de materiais colhidos na internet, expressando opiniões de seus autores. Se não concorda com algo, entenda-se com eles. E faça sua própria pesquisa.
wikipedia
blogdocappacete
fazendomedia
humbertocapellari
carosamigos
sábado, 7 de agosto de 2010
Fidel pede a Obama que evite a guerra nuclear
No último dia 3 de agosto, Fidel Castro escreveu uma carta aberta a Barack Obama, na qual reagiu ao anúncio feito pelo almirante Michael Mullen, chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, feito três dias antes, de que aquele país tinha pronto um plano de ataque militar ao Irã.
Na carta, Fidel expõe uma situação de conflito global com ameaças sérias à sobrevivência do planeta e conclamou o presidente dos Estados Unidos a conter o iminente desastre, já que “está em suas mãos oferecer à humanidade a única possibilidade real de paz.”
Fidel trata das questões ambientais e se aprofunda no desastre da Bristish Petroleum no Golfo do México para questionar uma sociedade movida pelo consumo que destrói o planeta, e afirma que “evitar a antecipação do apocalipse exige questionar os mitos da modernidade – como mercado, desenvolvimento, estado uninacional -, todos eles baseados na razão instrumental.”
Fidel disse que Obama tem a única oportunidade real de paz no mundo
Texto parcialmente copiado do excelente blog TIJOLAÇO - O blog do Brizola Neto. Clique para ler o resto e conhecer o Tijolaço!
terça-feira, 10 de novembro de 2009
O Che
Outro dia, uma aluna do 1º ano trouxe para aula algumas revistas de história, todas com capa vinculada à Cuba, à Revolução e ao Che. E eu que pensava que minha geração havia sido a última a cultuar esses verdadeiros símbolos da luta contra a opressão!
Deixando de lado essas observações, me pergunto: Como afinal apresentar essa lendária figura a quem jamais ouviu falar, ou pouco sabe sobre quem foi e o que representa Che Guevara? Existem muitas formas, dependendo do objetivo e da ideologia de quem cumpre a tarefa.
Assim, pesquisando na internet, encontramos de tudo: Páginas de partidos políticos defendendo ou desdenhando, jornalistas e historiadores que quando bem remunerados, reproduzem a fala de seus patrões contra Cuba e o socialismo. Não é preciso disfarçar a ideologia quando se fala de Cuba. Ou se crê em Deus, ou no diabo. O caso é que o diabo de uns, é o deus de outro!
Ernesto Guevara de La Serna nasceu na cidade argentina de Rosário, no dia 14 de junho de 1928. Sua família era rica, porém de idéias socialistas, tanto é que na biblioteca de sua casa havia obras de Marx, Engels e Lenin, com os quais se familiarizou ainda na adolescência. .Além de médico, foi guerrilheiro revolucionário e homem político.
Durante o ano de 1952, conforme retratado no filme "Diários de Motocicleta'"de Walter Salles, Che realizou sua primeira jornada pela América Latina, uma viagem de mais de 10 mil Km! No ano seguinte, realiza nova viagem pelos demais países, e ao tomar conhecimento da penúria em que se encontravam as populações pobres, subjugadas pelos capitalistas estadunidenses em conluio com as elites tropicais, Che dá mostras de seu profundo humanismo, ao passo que vai se agigantando seu modo de pensar revolucionário e sua postura antiimperialismo.
Hoje, quando se vive uma crise do capitalismo, que demonstra ser incapaz de evitar o aumento da desigualdade, da miséria, das epidemias em nível global, assim como causador do esgotamento dos recursos naturais do planeta e da consequente aniquilação da vida humana na Terra, é o momento de rever alguns ideais tão esquecidos, como os defendidos por Che e por tantos outros.
Agradecimentos a Cassiane, da 115 t, pela Caros Amigos de 22/10/2004, de onde retirei várias imagens.
Ouça aqui Chico Buarque e Luis Eduardo Aute cantando a linda
"Hasta siempre comandante Che Guevara"
| - - Hasta siempre Comandante - Èñïàíñêèé | ||
| | ||
| Found at skreemr.com |
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
A Violência no Brasil
A repressão usada pela polícia para combater a violência gera conflitos e insegurança na população que nutrida pela corrupção das autoridades não sabe em quem confiar e decide se defender a próprio punho, perdendo seu referencial de segurança e sua expectativa de vida.
O governo, por sua vez, concentra o poder nas mãos de poucos, deixando de lado as instituições que representam o povo. A estrutura governamental torna a violência necessária, em alguns aspectos, para a manutenção da desigualdade social. Não se sabe ao certo onde a violência se concentra, pois se são presos sofrem torturas, maus tratos, descasos, perseguições e opressões fazendo que tenham dentro de si um desejo maior e exagerado de vingança.
Se a violência se concentra fora dos presídios, é necessário que haja um planejamento de forma que se utilize uma equipe específica que não é regida pela força, autoridade exagerada e violenta. Medidas precisam ser tomadas para diminuir tais fatos, mas é preciso que se atente para a estrutura que vem sendo montada para decidir o futuro das cidades brasileiras.
Não é necessário um cenário de guerra com armas pesadas no centro das cidades, mas de pessoal capacitado para combater a violência e os seus causadores. Um importante passo seria cortar a liberdade excessiva que hoje rege o país, aplicar punições mais severas aos que infringirem as regras e diminuir a exploração econômica.
Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola
domingo, 4 de outubro de 2009
Marcha Mundial Pela Paz e Não-Violência
A Marcha
A Marcha Mundial começou na Nova Zelândia, no dia 2 de outubro de 2009, aniversário do nascimento de Gandhi e declarado pelas Nações Unidas como “Dia Internacional da Não-Violência”. Terminará naCordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, aos pés do Monte Aconcágua em 2 de janeiro de 2010. Durante estes 90 dias, passará por mais de 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes. Cobrirá uma distância de 160.000 km por terra. Alguns trechos serão percorridos por mar e por ar. Passará por todos os climas e estações, desde o verão tórrido de zonas tropicais e do deserto, até o inverno siberiano. As etapas mais longas serão a americana e a asiática, ambas de quase um mês. Uma equipe base permanente de cem pessoas de diversas nacionalidades fará o percurso completo.
Por quê?
Porque a fome no mundo pode ser resolvida com 10% do que se gasta em armamento. Podemos imaginar como seria, se 30 ou 50% fossem destinados para melhorar a vida das pessoas, em vez de serem aplicados em destruição?
Porque eliminar as guerras e a violência significa sair definitivamente da pré-história humana e dar um passo gigante no caminho evolutivo de nossa espécie.
Porque nos acompanha nessa inspiração a força das vozes de tantas gerações anteriores que sofreram as conseqüências das guerras e cujo eco continua se escutando hoje em todos os lugares onde continuam deixando seu fúnebre rastro de mortos, desaparecidos, inválidos, refugiados e deslocados.
Porque um “mundo sem guerras” é uma proposta que abre o futuro e deseja se concretizar em cada canto do planeta, onde o diálogo vá substituindo a violência.
É chegado o momento de fazer ouvir a voz dos sem-voz! Milhões de seres humanos pedem por necessidade que se acabe com as guerras e a violência.
Podemos conseguir isso, unindo todas as forças do pacifismo e da não-violência ativa do mundo.
Apoie a Marcha você também:
Visite o site e descubra como apoiar essa excelente iniciativa!!!
domingo, 13 de setembro de 2009
A traição aos lanceiros negros
Nos momentos finais da revolução Farroupilha ocorreu o "Massacre de Porongos", em 1844, na zona rural de Pinheiro Machado, onde os "lanceiros negros" foram mortos pelas tropas imperiais.Os lanceiros negros formavam uma tropa especial do exército farroupilha que foi decisiva em muitas batalhas travadas durantes os dez anos de guerra. Porém, segundo André Melo, especialista em História Contemporânea pela Fapa, "Engana-se quem pensa que realmente existiu uma democracia racial entre os farrapos. Os soldados até poderiam ser negros, mas os oficiais eram todos brancos."
Por trás da participação dos negros havia a esperança da liberdade, a alforria, após a guerra. A participação dos negros terminou de forma trágica em 14 de novembro de 1844: a traição de Porongos, com o massacre dos lanceiros negros. Desarmados um dia antes por ordem de David Canabarro, os negros foram alvo fácil para as tropas do Império sob o comando de Francisco de Abreu, o Moringue.
A traição de Porongos e o massacre dos lanceiros negros é num dos mais lamentáveis episódios da história da humanidade.
É uma façanha que não orgulha, nem serve de modelo para nenhuma terra.
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domingo, 6 de setembro de 2009
Jogo sobre a Revolução Francesa

O Tríade é um jogo sobre a Revolução Francesa. Misturando os gêneros RPG e Ação em Terceira Pessoa, a produção do jogo foi coordenada pela professora Lynn Alves e financiada pela FINEP.


Para baixar o Tríade e também outros jogos pedagógicos desenvolvidos pela equipe visite este site
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O setembro negro de 1939: as origens da 2ª Guerra Mundial
Na madrugada do dia 1º de setembro de 1939, um milhão e meio de soldados alemães, fortemente apoiados pela aviação e por divisões mecanizadas, adentraram pelas fronteiras da Polônia e, em pouco tempo, colocaram as forças armadas daquele pequeno país europeu fora de combate.
Deram início, com aquela invasão, à mais pavorosa das guerras até então vistas pela humanidade. Uma tragédia que se estendeu por seis anos até a capitulação final do Terceiro Reich e de seus aliados entre maio e agosto de 1945.
A Grande Catástrofe
A Segunda Guerra mundial foi a maior catástrofe provocada pelo homem em toda a sua longa história. Envolveu 72 nações e foi travada em todos os continentes direta ou indiretamente. O número de mortos é de cerca de 70 milhões, havendo ainda uns 28 milhões de mutilados.
É difícil calcular quantos outros milhões saíram do conflito vivos, mas completamente inutilizados devido aos traumatismos psíquicos a que foram submetidos - bombardeios aéreos, torturas, fome e medo permanente. Outra de suas características, talvez a mais devastadora, foi a supressão da diferença - até então existente e respeitada - entre aqueles que combateram no front de guerra e a população civil na retaguarda.
Ela não isentou ninguém, foi brutal com todos. Como disse Joseph Goebbels, no seu famoso discurso pronunciado no Sport Palace de Berlim em 18 de fevereiro de 1943, o conflito transformou-se numa "totaler krige", ou "guerra total", visto que, conforme o choque foi se prolongando, nenhum dos envolvidos selecionou seus objetivos militares excluindo os civis.
Atacar a retaguarda do inimigo, suas cidades, suas indústrias, suas estradas de ferro e de rodagem, seus hospitais e casas de repouso, suas usinas e reservatórios de água, matar suas mulheres, crianças e velhos passou a fazer parte daquilo que os estrategistas eufemisticamente classificavam como "guerra psicológica" ou "guerra de desgaste".
Naturalmente que a evolução da aviação e das armas autopropulsoras permitiu que a antiga separação entre linha de frente e retaguarda se visse na prática abolida.
Custo e mobilização
Se a Primeira Guerra Mundial causou um custo de US$ 208 bilhões, a de 1939-1945 atingiu a impressionante cifra de US$ 1,5 trilhão de dólares, quantia que, se investida no combate à miséria humana, teria sumido da face da terra. Aproximadamente 110 milhões de homens e mulheres foram mobilizados, dos quais apenas 30 % não sofreram morte ou ferimento.
Como em nenhuma outra, o engenho humano foi mobilizado integralmente para criar instrumentos cada vez mais mortíferos, sendo empregada a bomba de fósforo, o napalm e, finalmente, a bomba atômica (lançada sobre as cidades nipônicas de Hiroshima e Nagasaki). Como nunca em qualquer outro conflito generalizado, estabeleceu-se uma política de genocídio em massa construindo-se campos especiais para tal fim.
Como bem disse o historiador R.A.C. Parker: "o conceito que a humanidade tinha de si nunca voltará a ser o mesmo".
O cenário que levou à catástrofe
Quase todos os historiadores concordam que a causa diplomática mais profunda da Segunda Guerra Mundial tem sua origem nos Tratados de Paris, assinados entre as potências vencedoras da Primeira Guerra Mundial (EUA, Inglaterra e França) e as vencidas (Alemanha e Áustria) em Versalhes.
A Alemanha se viu despojada da Alsácia-Lorena (que havia conquistado na guerra franco-prussiana de 1870), como teve de ceder à Polônia uma faixa de território que lhe dava acesso ao Mar Báltico. A cidade alemã de Danzig passaria ao controle da Liga das Nações e o território do Sarre, rico em carvão foi cedido por um período de 15 anos à França.
Também foi vedado à Alemanha possuir um exercito superior a 100 mil homens; exigindo-se a desmilitarização da Renânia, região fronteiriça com a França, assim como o desmantelamento das fortificações situadas a 50 km do rio Reno. A outrora grande potência da Europa viu-se compelida a entregar todos os navios mercantes cujo peso ultrapassasse a 1,6 tonelada, assim como ceder gado, carvão, locomotivas, vagões cabos submarinos.
Sua dívida sonante para com os aliados foi fixada na Conferencia de Bolonha, em 21 de junho de 1920, em 269 bilhões de marcos-ouro a serem pagos em 42 parcelas anuais.
Não poderia, por igual, desenvolver pesquisas bélicas, possuir submarinos ou realizar projetos militares. Enquanto isto, o velho Império Austro-Hungaro foi desmembrado pelo tratado de Paz de St. Germain-em-Laye, tendo que entregar o Tirol do Sul para a Itália e reconhecer a independência da Hungria, Checoslováquia, Polônia e Iugoslávia, além de lhe ser vedado a união com a Alemanha. A república austríaca, proclamada em 1918, viu-se proibida de possuir um exercito superior a 30 mil homens.
Estas sanções aplicadas pelos vencedores tornaram-se fonte de amargos rancores que facilmente foram explorados pela extrema direita nacionalista, os nazistas e capacetes-de-aço, que começaram a proliferar na Alemanha em 1919.
O grande erro do Tratado de Versalhes foi ter ferido profundamente o sentimento nacional dos alemães, e, por outro lado, não lhes ter suprimido o potencial industrial. Com 65 milhões de habitantes, e tendo um enorme parque fabril à disposição, era inevitável que a Alemanha, mais cedo ou mais tarde, voltasse a querer ocupar o seu lugar no rol das potencias européias.
Os diplomatas de 1919 se esqueceram da lição do Congresso de Viena, realizado em 1815, quando os vencedores de Napoleão procuravam não humilhar a França, a nação mais povoada da Europa Ocidental naquela época, para que um espírito de vingança não criasse raízes no coração dos seus cidadãos de então.
Esta contradição entre potencial demográfico e industrial, e o não-reconhecimento diplomático de um estatuto privilegiado para a Alemanha, terminou por fazer com que a ascensão de Hitler fosse possível.
O resultado direto das perdas territoriais impostas pelo Tratado de Versalhes fez com que a Alemanha perdesse 14,6% de suas terras aráveis, 74,5% de suas reservas de ferro, 68,1% do seu zinco e 26% dos seus recursos carboníferos.
Perdas territoriais da Alemanha em 1919:
Eupen-Malmedy - entregue à Bélgica
Renânia - desmilitarizada
Bacia carbonífera do Sarre - entregue à França
Alsácia e Lorena - devolvida à França
Schleswig - entregue à Dinamarca
Danzig - controlada por Polônia e Liga das Nações
Prússia - entregue à Polônia
Memel - controlada pela Liga das Nações
Silésia Superior - explorada pela Polônia
Um cordão de ferro ao redor da Alemanha
Os aliados ocidentais, principalmente a França, ao estimularem o surgimento de novos Estados nacionais na Europa Centro-Oriental, visavam substituir a Rússia - então em plena guerra civil - como um fator de dissuasão para qualquer tentativa alemã de agressão.
A Checoslováquia e a Polônia assinaram tratados de defesa mútua com a França e com a Inglaterra. Esperava-se que estes dois países obrigassem os alemães a lutar em duas frentes - como ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial - caso tentassem repetir o erro de 1914.
Tinham em mente a imagem de um cordão de ferro passado ao redor das fronteiras alemãs. A França, por sua vez, numa falsa avaliação da guerra de trincheiras, iniciou a construção da Linha Maginot, um complexo sistema defensivo que partia da fronteira suíça até a Bélgica.
Desta forma, esperava evitar um ataque de supresa por parte de seu poderoso vizinho. No entanto, os efeitos morais e psicológicos desta atitude defensiva tiraram do exército francês qualquer alternativa ofensiva, limitando-se a ter que agir caso os alemães o fizessem primeiro.
A Inglaterra, no período entre-guerras, tornou-se cada vez mais apaziguadora, segura de sua situação estratégica e de possuir a mais poderosa frota naval do mundo, dando-lhe a proteção suficiente caso houvesse um novo conflito.
Os EUA - governados por uma série de presidentes republicanos - voltaram, nos anos 20, a adotar a política do isolacionismo, não querendo envolver-se nas querelas dos países europeus. Estas ambigüidades e contradições dos vencedores de 1918 foram habilmente exploradas por Hitler na década dos anos 30.
Causas econômicas
A crise econômica que se abateu sobre o sistema capitalista mundial, a partir de outubro de 1929, foi o fator mais poderoso para que um novo rearranjo do poder em escala mundial fosse ambicionado. A depressão econômica da década de trinta levou os paises capitalistas a tomar medidas protecionistas, visando a salvar os mercados internos das importações estrangeiras, ocorrendo uma verdadeira guerra tarifária.
A produção mundial reduziu-se em 40%, sendo que a diminuição do ferro atingiu a 60%, a do aço 58%, a do petróleo 13% e a do carvão 29%. O desemprego atingiu, com força, os principais países industrializados: 11 milhões perderam o trabalho nos EUA, 6 milhões na Alemanha, 2,5 milhões na Inglaterra, e um número um pouco superior na França. Não está longe da verdade o fato de ter provocado a aflição e o desemprego em mais de 70 milhões de pessoas, contando-se os seus dependentes.
Como a economia já estava suficientemente internacionalizada - com exceção da URSS, que se lançava nos chamados planos qüinqüenais - todos os continentes foram atingidos, aumentando ainda mais a miséria e o desemprego ao redor do mundo. A América Latina, por exemplo, teve que reduzir em 40% suas importações e sofreu uma queda de 17% em suas exportações.
É nesse contexto caótico que a Alemanha, no ocidente, e o Japão, no oriente, dominadas pela retórica hiper-nacionalista, tentaram explorar o debilitamento de seus rivais, todos grandes impérios coloniais. Uma nova luta por mercados e novas fontes de matérias-primas levaria o mundo à Segunda Guerra Mundial.
Causas políticas
A conjuntura externa caótica, e a situação interna de desespero, conduzem Hitler ao poder na Alemanha em janeiro de 1933. Atuando implacavelmente, em menos de um ano sufocou todos os movimentos oposicionistas (sociais-democratas, comunistas e liberais), dando inicio à Revolução Nacional-Socialista, que tinha como objetivo fazer a Alemanha retornar ao grau de potência europeia.
Naturalmente que para tal era necessário romper com o tratado de Versalhes, pois este impedia a conquista do "espaço vital" como o rearmamento. Atenuava-se o desemprego e atendiam-se necessidades da poderosa burguesia financeira e industrial da Alemanha.
Para evitar a má vontade das potências ocidentais, Hitler colocou-se como campeão do anticomunismo em nível mundial, assinou com o Japão, em novembro de 1936, e com a Itália, em janeiro de 1937, o Pacto Anti-Comintern, cujo objetivo era ampliar o isolamento da URSS e, quando for possível, invadi-la.
O Japão, que igualmente passou por convulsões internas graves, deu inicio, em 1931, a uma política externa agressiva, explorando o enfraquecimento dos Impérios Coloniais europeus que se mostram impotentes para superar a crise econômica.
Em 1937, após ter ocupado a rica região da Manchúria, invade o resto do território chinês, começando deste modo o longo conflito na Ásia. Seu expansionismo vai terminar por chocar-se com os interesses americanos nas Filipinas, e levar à guerra contra os EUA.
A Polônia destruída
Às 4h40 da madrugada do dia 1º de setembro, uma colossal força de guerra alemã, partindo de três pontos da fronteira polonesa, rumou rapidamente para a região central do país.
Ela obedecia ao comunicado expresso por Hitler um dia antes que afirmava: "por ordem do Führer e do Supremo Comando da Wehrmacht, as forças armadas alemãs assumiram a defesa ativa do Reich. Dando cumprimento à sua missão de resistir à ameaça polonesa, tropas do exército alemão lançaram, hoje cedo, um contra-ataque. Simultaneamente, esquadrões da força aérea voam em direção à Polônia com a ordem de esmagar objetivos militares."
O governo polonês, do presidente Ienacy Móscicki, havia disposto suas forças militares bem próximas à fronteira ocidental com a Alemanha, numa inútil tentativa de deter a máquina militar que se movia célere contra as defesas do seu país.
Divididos em dois grandes grupos - o do norte, com 630 mil soldados, e o do Sul, com 882 mil, ambos sob comando do general Walther Von Brauchitsch - e apoiados por 2,4 tanques distribuídos entre 14 divisões mecanizadas, e com o céu coberto pelos bombardeios convencionais e de pique que decolavam em massa dos aeroportos alemães, os exércitos invasores não tiveram muita dificuldade em cercar e aniquilar os poloneses dentro do espírito do que os altos-comandos germânicos chamavam de "vernichtungsgedanke", ou operação de aniquilação.
Quatro dias depois do ataque inicial, a guerra estava praticamente decidia. Os alemães registram 45 mil baixas (entre mortos, feridos e desaparecidos), menos de 3% das tropas usadas na Operação Fall Weiss.
No dia 27 de setembro, a capital Varsóvia negociou sua capitulação com o comando vencedor. As esperanças que os poloneses guardavam de receber algum tipo de apoio da Grã-Bretanha ou da França se esvaíram totalmente. Para cumulo da infelicidade deles, obediente à clausula secreta do Pacto Germano-Soviético de agosto de 1939, a URSS, vinda do Leste, também atacou a Polônia apenas 17 dias depois dela ter sido invadida pela Alemanha nazista.
Em menos de trinta dias, a república da Polônia deixara de existir, vítima da maior batalha de cerco e aniquilação até então conhecida na história moderna.
Por tudo isto, o mês de setembro de 1939 revelou-se uma data negra na história da humanidade, um momento infeliz que deu a largada para o destroçar de grande parte do patrimônio cultural e civilizatória das nações envolvidas pela guerra.
*Voltarie Schilling é historiador e escreve regularmente para o Terra na seção História do site de Educação.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Polonesa forçada a trabalhar para nazistas relembra invasão
Naquela noite, a polonesa Helena Malinowska, hoje com 82 anos, estava em casa, em Gdynia, cidade vizinha a Gdansk (Danzig, em alemão). À época, com 12 anos, não sabia bem o que estava acontecendo, mas lembra do medo que tomou conta de toda sua família. Do seu esconderijo de dentro do sofá, ouviu as primeiras explosões. Nas semanas seguintes, com o domínio das tropas de Hitler, a situação se deteriorou. Seguiram-se meses de fome e sofrimento. Privada da adolescência, Helena teve de trabalhar para os nazistas. A única preocupação era manter-se viva.
Na entrevista a seguir, concedida por e-mail com exclusividade ao Terra, Helena conta alguns detalhes da madrugada em que a Polônia foi invadida, e como o domínio nazista durante a Segunda Guerra transformou a rotina dela - e da maioria dos poloneses - em um horror.
Quando jovem, a senhora sentiu algo sobre o clima de guerra em toda a Europa? Seus pais disseram alguma coisa a esse respeito?
Tínhamos só o conhecimento básico de que algo estava errado e de que nossa vida mudaria de alguma forma. Éramos pequenas demais para saber detalhes. É claro que sabíamos algo sobre a Primeira Guerra Mundial, porque meu pai havia combatido no front.
Como era sua rotina antes da invasão?
Os tempos eram felizes antes da guerra, era possível comprar doces e pães nas lojas. Lembro que me divertia brincando com meus amigos na rua. A Polônia tinha conseguido se libertar depois de 123 anos de ocupação - foi em 1918. Assim, até a Segunda Guerra, era um bom lugar, tranquilo. Um lugar feliz.
Como foi a invasão para a senhora? Onde a senhora estava?
Estávamos em casa, porque meus pais haviam ouvido boatos de uma invasão, mas ninguém acreditava que fosse mesmo acontecer. A Primeira Guerra Mundial ainda estava, digamos, muito fresca na memória, e havia sido uma péssima experiência. Por isso meus pais não esperavam que algo parecido voltasse a acontecer em suas vidas. Mas estávamos mentalmente preparados.
Qual foi a sua primeira reação?
Medo. O que mais posso dizer? Um estrondo enorme, explosões. Westerplatte (palco das primeiras batalhas) não ficava assim tão perto de Gdynia, mas ainda assim era quase visível. Como crianças pequenas, tínhamos nosso esconderijo dentro do sofá. As coisas eram assim. Passamos dois dias em casa, sem sair.
A senhora ouviu tiros, explosões? Lembra de alguma coisa a respeito?
O tempo todo. Precisávamos tomar muito cuidado de dia, mas é claro que recebíamos algumas informações informais, de boca a boca, de que explosões aconteceriam em certos lugares, etc. Alguns dos boatos eram verdadeiros. Estávamos assustados, mas éramos cuidadosos, e tínhamos o toque de recolher, o que quer dizer que, à noite (o horário exato era explicado nos regulamentos), o povo polonês era instruído a se manter em casa até o amanhecer. Se não, você poderia ser morto a tiros sem aviso. Além disso, à noite, as janelas precisavam ser cobertas com uma cartolina preta especial e as pessoas eram forçadas a ficar em casa. Podia haver buscas em uma casa a qualquer momento. Tivemos três buscas inesperadas pelos nazistas.
A senhora viu algum combate? Viu os soldados nazistas entrando em sua cidade?
Sim, vi. Eu observava os soldados a cada dia, porque fui forçada a trabalhar para eles na cozinha do exército. Quando a guerra começou, o horário de escola se reduziu muito. Como eu era boa aluna, logo me tornei fluente em alemão e eles me tiraram da escola para trabalhar pesado. E os combates... Sim, (vi) muitas vezes. É difícil falar a respeito. Alguns de meus amigos foram mortos. Não quero tocar muito nesse assunto. Lamento.
Como as coisas mudaram depois de 1° de setembro de 1939? Quais eram as principais dificuldades?
Tudo mudou, não é fácil explicar em poucas palavras. Pode-se escrever um livro todo para explicar o que perdemos. Não tivemos infância depois daquilo. Como eu expliquei, os alemães queriam que as crianças polonesas fossem úteis. Assim, aquelas que podiam trabalhar, trabalhavam. Outras enfrentaram mais dificuldades. Eles nos batiam na escola se errássemos as respostas, se não acertássemos a resposta em alemão. Tínhamos tanto medo que aprendíamos rápido. Não tínhamos vida, não podíamos visitar amigos. Todo mundo estava concentrado em sobreviver, e, por causa do toque de recolher, as pessoas não saíam à noite. Os bares e lojas eram reservados aos alemães. Havia também alguns informantes, traidores, mas eles não tinham vida do lado polonês, ninguém falava com eles. Ocasionalmente eles sofriam represálias - uma morte por uma morte. A vida toda era uma dificuldade. Éramos pobres, estávamos deprimidos. Não tínhamos quase direito algum em nossa própria terra. Por três vezes escapamos quando outras pessoas foram levadas a campos de concentração. Por alguma coincidência inexplicável ou pela ação da providência.
A senhora continuou indo à escola, brincando, praticando esportes?
Escola, um pouco. Mas como eu disse não havia escola para nós, poloneses. E era proibido falar nossa língua nas ruas e lugares públicos.
A vida cotidiana foi se tornando mais difícil durante a guerra?
Sim, a cada dia. Depois de 1944, melhorou um pouco. Pois algumas "notícias" do Ocidente diziam que as coisas seriam mais difíceis para Hitler.
Havia comida suficiente?
Não, nós sonhávamos com comida, mas felizmente minha mãe tinha família fora da cidade e, por isso, no começo, acho que duas vezes, recebemos alguma carne da fazenda. Era proibido, poderíamos ter morrido por isso. Uma vez houve uma revista quando tínhamos carne em casa, e Deus sabe o que aconteceria. O chefe alemão viu e disse à minha mãe, que estava morta de medo : "com esse estoque você pode sobreviver à guerra". Mas quando seu colega ouviu alguma coisa e pediu explicações, o chefe, que tinha patente mais alta, disse: "não vi nada aqui, não precisamos continuar". Bons alemães. Não encontrei muitos deles, mas para dizer a verdade, nem todos eles concordavam com Hitler.
A senhora perdeu familiares no primeiro mês da guerra?
Sim.
Moreno Osório
Redação Terra
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
Série de reportagens relembra 70 anos do início da 2ª Guerra
Nesta terça, a série é inaugurada com a entrevista exclusiva com Helena Malinowska, 82 anos. A idosa polonesa não só viveu bem os horrores da noite de 1º de setembro de 1939, como, meses depois, já vivendo sob ocupação nazista, foi obrigada a trabalhar para os alemães.
"Sim, vi (os combates). Eu observava os soldados a cada dia, porque fui forçada a trabalhar para eles na cozinha do exército", relembra Helena na entrevista desta terça.
Na quarta-feira, a série continua com entrevista com o historiador Voltaire Schilling. Ele conta como a máquina de guerra alemã mudou a forma de batalhar, e como essa estratégia garantiu a supremacia militar do regime de Hitler na primeira fase do conflito.
Na quinta-feira, dia 3 de setembro, para relembrar a data em que Reino Unido e França declararam guerra à Alemanha nazista, Voltaire Schilling assina um artigo exclusivo que redesenha toda a conjuntura geopolítica que levou à 2ª Guerra Mundial. Até hoje, foi o conflito que causou mais mortes: 70 milhões.
Na sexta-feira, a última reportagem da série mostra o trabalho de Eli Rosenbaum, que há trinta anos vem perseguindo criminosos de guerra nazistas. Atualmente, Rosenbaum é diretor do Serviço de Investigações Especiais do Departamento da Justiça dos EUA.
Além das reportagens, o especial é acompanhado ainda por um conjunto de elementos multimídia, como mapas animados detalhando a invasão nazista, linha do tempo, galerias de fotos, os discursos mais importantes, a repercussão do conflito na imprensa da época e o perfil dos principais personagens da guerra.
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Vamos acompanhar essa série de reportagens históricas!
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domingo, 30 de agosto de 2009
Semana Farroupilha
Está próximo o dia 20 de setembro, data que marca o início da chamada revolução Farroupilha, e que é lembrada especialmente no Rio Grande do Sul, através de eventos culturais, desfiles e piquetes. É neste momento que mais aflora o gauchismo, tão cultivado nos CTG espalhados pelo RS, pelo Brasil e até mesmo em alguns países.
Este blog, que não expressa nenhum preconceito relativos as manifestações culturais de qualquer tipo, (e gosta de qualquer festa que tenha comida e bebida à vontade) não ficará de fora: Segue abaixo texto assinado pelo sr. Manoelito Carlos Savaris, Presidente do IGTF (Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore), com a proposta temática do governo do Estado para as comemorações deste ano, “OS FARROUPILHAS E SUAS FAÇANHAS”.
1. O PRIMEIRO ATO: INVASÃO DE PORTO ALEGRE
Depois de meses de discussões na Assembléia Provincial e no interior das lojas maçônicas os farroupilhas resolveram invadir Porto Alegre, na noite de 19 para 20 de setembro de 1835.
Jose Gomes Vasconcelos Jardim reuniu um grupo de farroupilhas em Pedras Brancas, cruzou o Lago Guaíba e se encontrou com Onofre Pires da Silva Canto na região sul da capital, que o esperava com outro grupo de farroupilhas.
Na madrugada do dia 20 de setembro os farroupilhas chegavam na Ponte da Azenha, se defrontaram com uma patrulha policial, derrotaram os caramurus e puseram o Presidente da Província Antonio Rodrigues Fernandes Braga, em fuga para a cidade de Rio Grande.
Foi escolhido como Presidente da Província Marciano Pereira Ribeiro e como comandante-das-armas o Coronel Bento Manoel Ribeiro
2. O GRITO DE LIBERDADE: PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE
Quase um ano depois de iniciada a revolta dos farroupilhas, encontrava-se Antonio de Souza Netto nos Campos do Seival quando foi atacado por Silva Tavares que retornava de um auto-exílio no Uruguai. Depois da batalha, travada no dia 10 de setembro. Netto reuniu seus oficiais, nos Campos dos Menezes e, num ato de coragem e determinação, proclamou a República Rio-grandense. 11 de setembro de 1836 marca o nascimento de uma nova nação.
A Câmara de Vereadores de Jaguarão foi a primeira a apoiar o ato de independência.
Em seguida os farroupilhas definiram a primeira Capital, Piratini foi a vila escolhida, por se encontrar localizada num ponto estratégico.
Como símbolo da nova nação foi apresentada o Pavilhão Tricolor, que manteve as cores brasileiras, verde e amarelo, mas introduziu entre elas o vermelho representativo do espírito republicano e federalista.
Procedida a eleição para a presidência da República Rio-grandense, foi escolhido Presidente Bento Gonçalves da Silva e para Vice-presidentes Paulo Antonio da Fonseca, Coronel Jose Mariano de Matos, Coronel Domingos Jose de Almeida e Ignácio Jose d’Oliveira Gomes.
3. BENTO GONÇALVES FOGE DO FORTE DO MAR, ONDE SE ENCONTRAVA PRESO
Preso no combate da Ilha do Fanfa, em 02 de outubro de 1836, Bento Gonçalves e mais outros farroupilhas, entre eles Pedro Boticário, foram levados presos para a fortaleza de Lage no Rio de Janeiro.
Depois de uma frustrada tentativa de fuga, o líder farrapo foi transferido para O Forte do Mar, em salvador, Bahia, de onde fugiu, em setembro de 1837, com a inestimável ajuda da maçonaria.
4. OS FARROUPILHAS TOMAM RIO PARDO: SURGE O HINO FARROUPILHA
No ano de 1838 os farroupilhas estavam fortalecidos e reuniram suas melhores forcas, sob o comando de seus mais ilustres militares, atacaram o Município de Rio Pardo onde os imperiais mantinham forte contingente.
O ataque farroupilha foi fulminante resultando vitoriosos os farroupilhas naquela batalha que passou para a história com o nome de Batalha do Barro Vermelho.
Naquela batalha estavam presentes Bento Gonçalves, Teixeira Nunes, David Canabarro, João Antonio, Bento Manoel, Domingos Crescêncio, Antonio de Souza Neto.
Entre os imperiais presos estava a banda do 12° Batalhão de Caçadores. O maestro Joaquim Jose de Mendanha foi instado a compor uma canção para comemorar a vitória dos farrapos.
No dia 6 de maio a canção foi executada, pela vez primeira, diante do Estado Maior do Exercito Farroupilha. Assim nascia o Hino Farroupilha que mais tarde recebeu a letra de Francisco Pinto da Fontoura.
5. FORMA-SE A MARINHA FARROUPILHA: GARIBALDI FAZ A TRAVESSIA DOS LANCHÕES
A necessidade de ocupação da Laguna dos Patos e do suporte aos movimentes em terra, foram a motivação para a construção de barcos, no canal de São Gonçalo, para compor uma frágil, mas ativa Marinha Farroupilha. Giuseppe Garibaldi, um italiano de convicção republicana comandou pessoalmente a construção dos barcos, tendo ao seu lado o inglês John Griggs.
Quando os comandantes farroupilhas decidiram tomar a Vila de Laguna, em Santa Catarina com o intuito de proclamar a República Catarinense e ter uma saída para o mar, Garibaldi aceitou o desafio de colocar seus dois lanchões, Seival e Rio Pardo, no mar, para isso levou-os até a foz do rio Capivari e, por terra, numa verdadeira epopéia, transportou os barcos em duas carretas puxadas por 100 juntas de bois, recolocando os barcos na água, no rio Tramandaí e alcançando o mar no dia.
O naufrágio do Lanchão Rio Pardo, comandado por Garibaldi, na altura de torres, não impediu que o valente corsário chegasse, por terra e de a cavalo, em Laguna.
6. A REPÚBLICA CATARINENSE: ANITA SE UNE A GARIBALDI
A invasão de Laguna foi comandada pelo mais pertinaz comandante farroupilha, David Canabarro. Contando com tropas de Joaquim Teixeira Nunes, por terra, e com um lanchão chefiado por Johan Grigs, por mar, tomou a localidade no dia 29 de julho de 1839.
O ato seguinte foi a proclamação da Republica Rio Catarinense. Os imperiais e agiram e, numa operação por mar, recuperaram a cidade, fazendo com que os farroupilhas recuassem.
Em terras catarinenses foi que Giuseppe Garibaldi conhecia Ana Maria de Jesus Ribeiro, a Anita, que abandonou sua terra natal e se transformou na companheira do italiano. Anita Garibaldi lutou ao lado do marido, teve seu primeiro filho, Menotti, em terras gaúchas, na região de Mostardas. Acompanhou Garibaldi na campanha do Uruguai e com ele se tornou heroína na luta pela unificação da Itália.
7. A REPÚBLICA RIO-GRANDENSE SE ESTRUTURA COMO UMA NAÇÃO.
Depois de proclamada a República Rio-grandense, de escolhidos os seus dirigentes, havia a hercúlea tarefa de organizar a administração.
O primeiro presidente, provisório, pois Bento Gonçalves se encontrava preso no Rio de Janeiro, foi Jose Gomes Vasconcelos Jardim . O Ministro do Interior e da Fazenda, Domingos Jose de Almeida, foi o grande responsável pela administrativa da República.
O primeiro General Farrapo foi João Manoel de Lima e Silva, liberal e republicano convicto, deixou o Rio de Janeiro para se engajar na luta dos farroupilhas.
A imprensa oficial foi entregue ao italiano, amigo de Garibaldi, Luiggi Rossetti. O jornal “O Povo” se tornou o meio mais eficaz de comunicação da República.
8. A ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE E A TERCEIRA CAPITAL
Em 1840 os farroupilhas já dando mostras de enfraquecimento militar mas cada vez mais firmes na tentativa de implantar a República, transferiram a Capital para o Município de Alegrete.
No ano de 1842 reuniu-se a Assembléia Constituinte. Eleitos os 36 deputados, reuniam-se na capital farroupilha para discutir a Constituição. Entre os Deputados vamos encontrar os padres Francisco das Chagas Martins de Ávila e Sousa e Hildebrando de Freitas Pedroso, alem de vários oficiais e civis.
Longos foram os debates e notáveis os avanços ideológicos propostos pelos republicanos. Para a época eles elaboraram uma das constituições mais avançadas.
Não puderam concluir a tarefa, mercê das discordâncias internas, mas, mesmo assim deixaram para a história um documento primoroso.
9. A PAZ DE PONCHE VERDE
Depois de quase dez anos de luta, os farroupilhas acordaram com os imperiais os itens da pacificação.
Os artífices do acordo foram Jose Gomes de Vasconcelos Jardim, Bento Gonçalves, Antonio Vicente da Fontoura, Padre Francisco das Chagas, cabendo a David Canabarro, que comandava o Exército Farroupilha e a Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, Presidente da Província e Comandante do Exército Imperial, assinar o tratado.
Canabarro reuniu os comandantes, nos Campos de Ponche Verde, Município de Dom Pedrito, para decidir sobre a proposta de Caxias. A ata foi assinada no dia 28 de fevereiro de 1845.
Instalado na mesma região, o Duque da Caxias foi informado a respeito da decisão favorável dos farroupilhas e assinou a pacificação no dia 01 de março do mesmo ano.
Chega ao fim a mais longa e dura revolução já ocorrida em terras brasileiras. Os farroupilhas não tiveram êxito na implantação da República, mas plantaram as sementes que germinaram e se transformaram realidade anos mais tarde quando o Brasil deixou de ser um Império para ser uma República.
Nos anos seguintes à Revolução Farroupilha estavam os farrapos e os caramurus unidos no mesmo Exército Brasileiro lutando contra as ameaças dos paises vizinhos, primeiro a Argentina e depois o Paraguai.
Observação aos meus alunos(as): Na escola teremos diversas atividades que marcarão a semana farroupilha de 2009, tendo seu desfecho no sábado dia 19, que será um dia letivo. Informe-se!
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sábado, 8 de agosto de 2009
Camuflagem na Segunda Guerra Mundial
ANTES DA CAMUFLAGEM
DEPOIS DA CAMUFLAGEM
Recebido por email, da (futura) historiadora Aline Torres de Fraga.
sábado, 18 de outubro de 2008
A imagem
sábado, 27 de setembro de 2008
País ocupado

Em aula falamos em Segunda Grande Guerra Mundial, em ocupação de países, no convívio do inimigo com a população do país ocupado, etc. Não tem como evitar: Mesmo sem querer, a gente acaba falando sobre a ocupação estadunidense no Iraque.
Um vídeo no xpock , (link direto) retrata uma cena, talvez cotidiana, que demonstra o convívio dos soldados do país da liberdade com a população iraquiana.
A interpretação fica por sua conta!
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Adolf Hitler
O ditador alemão que disseminou idéias anti-semitas por todo o mundoAdolf Hitler, ditador alemão, nasceu em 1889 na Áustria. Filho de Alois Hitler e Klara Poezl, alistou-se voluntariamente no exército bávaro no começo da Primeira Guerra Mundial. Tornou-se cabo e ganhou duas vezes a Cruz de Ferro por bravura.
Depois da desmobilização do exército, Hitler associou-se a um pequeno grupo nacionalista, o Partido dos Trabalhadores Alemães, que mais tarde se tornou o Partido Nacional-Socialista Alemão (nazista).
Em Viena, ele havia assimilado as idéias anti-semitas (contra os judeus)que, insufladas por seus longos discursos contra o Acordo de Paz de Versalhes e o marxismo, encontraram terreno fértil em uma Alemanha humilhada pela derrota.
Em 1921, tornou-se líder dos nazistas e, dois anos mais tarde, organizou uma malograda insurreição, o "putsch" de Munique. Durante os meses que passou na prisão com Rudolph Hess, Hitler ditou o Mein Kampf (Minha Luta), um manifesto político no qual detalhou a necessidade alemã de se rearmar, empenhar-se na auto-suficiência econômica, suprimir o sindicalismo e o comunismo, e exterminar a minoria judaica.
Em 1929, ganhou um grande fluxo de adeptos, de forma que, ajudado pela violência contra inimigos políticos, seu partido floresceu. Após o fracasso de sucessivos chanceleres, o presidente Hindenburg indicou Hitler como chefe do governo (1933).
Hitler criou uma ditadura unipartidária e no ano seguinte eliminou seus rivais na "noite das facas longas". Com a morte de Hindenburg, ele assumiu o título de presidente do Reich Alemão. Começou então o rearmamento, ferindo o Tratado de Versalhes, reocupou a Renânia em 1936 e deu os primeiros passos para sua pretendida expansão do Terceiro Reich: a anexação com a Áustria em 1938 e a tomada da antiga Tchecoslováquia.
O ditador firmou o pacto de não-agressão nazi-soviético com Stalin, a fim de invadir a Polônia, mas quebrou-o ao atacar a Rússia em 1941. A invasão à Polônia precipitou a Segunda Guerra Mundial.
Seguia táticas "intuitivas", indo contra conselhos de especialistas militares, e no princípio obteve vitórias maciças. Em 1941, assumiu o controle direto das forças armadas. Como o curso da guerra mostrou-se desfavorável à Alemanha, decidiu intensificar o assassinato em massa, que culminou com o holocausto judeu.
Conhecido como um dos piores massacres da história da humanidade, o holocausto -termo utilizado para descrever a tentativa de extermínio dos judeus na Europa nazista- teve seu fim anunciado no dia 27 de janeiro de 1945, quando as tropas soviéticas, aliadas ao Reino Unido, Estados Unidos e França na Segunda Guerra Mundial, invadiram o campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, em Oswiecim (sul da Polônia). No local, o mais conhecido campo de concentração mantido pela Alemanha nazista de Adolf Hitler, entre 1,1 e 1,5 milhão de pessoas (em sua maioria judeus) morreram nas câmaras de gás, de fome ou por doenças.
Ainda em 1945, quando o exército soviético entrou em Berlim, Hitler se casou com a amante, Eva Braun. Há evidências de que os dois cometeram suicídio e tiveram seus corpos queimados em um abrigo subterrâneo em 1945.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u103.jhtm
Acessado em 26/08/2008
Obs: Algumas pessoas afirmam que Hitler foi o 1º emo.... para rir, veja:
http://desciclo.pedia.ws/wiki/Adolf_Hitler
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Um panorama da II Guerra Mundial
Ao fim da 1ª Guerra Mundial, o Tratado de Versalhes impõe severas e humilhantes punições à Alemanha, que, além de perdas territoriais, vê seu exército desarmado e reduzido, fica proibida de fabricar armamentos e é obrigada ao pagamento de pesadas indenizações de guerra à Grã-Bretanha e à França.
Isso ajudaria a compreender o nacionalismo radical despertado na Alemanha no curto período que antecedeu a 2ª Guerra.
Cabe analisar a política internacional depois da 1ª Guerra, a grande crise econômica nos Estados Unidos, em 1929, e suas conseqüências no mundo todo.
2 - A CONSTRUÇÃO DA GUERRA
Nesse tema, cabe uma reflexão sobre a ascensão do fascismo em Portugal e na Espanha, o expansionismo italiano na África e o expansionismo japonês na Ásia; e o acordo mútuo de não agressão entre a União Soviética de Stalin e a Alemanha de Hitler.
Fonte: http://www.tvcultura.com.br/aloescola/historia/anosdechumbo/index.htm
Acesso em 18-08-2008
Segunda Guerra Mundial, ideologia na guerra
Conflito matou milhões de pessoas
Ana Paula Corti
A Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, possibilitou o desenvolvimento pleno de tendências sociais latentes no mundo, após a Primeira Guerra Mundial. Envolveu interesses econômicos, mas foi marcada também pela defesa de interesses ideológicos que punham em disputa várias visões sobre a política, o homem e a sociedade.
O mundo estava tomado pelas doutrinas do fascismo, na Itália, do nazismo e do anti-semitismo na Alemanha e do comunismo na União Soviética. A guerra refletiu a disputa econômica e política dos grandes países industrializados, mas também um confronto em torno do melhor modelo ideológico capaz de orientar, naquele momento histórico, o desenvolvimento da humanidade. Em campos diferentes se defrontavam três sistemas políto-econômicos: as democracias liberais capitalistas, os nazi-fascistas e os comunistas.
No âmbito das relações exteriores o mundo apresentava um equilíbrio precário, desde o fim da Primeira Guerra, em 1918. Este foi testado ao extremo diante da política expansionista alemã liderada por Hitler, ao mesmo tempo em que se consolidava o regime comunista na União Soviética. Em 1938, a Alemanha ocupou a Áustria e, posteriormente, a região de Sudetos na Tchecoslováquia, deixando claro que os planos militares de Hitler não se limitavam aos territórios de língua alemã. O nazismo, que até então era visto como uma possível defesa contra o comunismo pelas democracias liberais, começava a revelar-se uma faca de dois gumes.
Conferência de Munique
Diante dessa ofensiva, os chefes de Estado da Inglaterra, da França, da Itália e da Alemanha reuniram-se na cidade de Munique (Conferência de Munique). O resultado dessa negociação foi o reconhecimento do direito alemão de anexar a região dos Sudetos, cuja população tinha origem germânica em sua maioria. Assim, o nazismo parecia estar com o caminho aberto para seus objetivos expansionistas e nacionalistas.
Há historiadores que analisam a Conferência de Munique como uma forma de a França e a Inglaterra "empurrarem" a Alemanha contra a União Soviética, já que a reunião legitimou a invasão alemã de um território que dava passagem à Rússia. Ao perceber a complacência francesa e inglesa, Hitler ganhou mais confiança. Ao mesmo tempo, assinou um pacto de não-agressão com o ditador russo Josef Stálin. Em setembro de 1939, tropas alemãs invadiram a Polônia, dando início à guerra que, até seu final, em 1945, mataria cerca de 40 milhões de pessoas.
As idéias racistas e de superioridade germânica difundidas pelo nazismo desde 1933, quando Hitler subiu ao poder, foram o fermento ideológico que uniu fortemente o povo alemão em torno dessa verdadeira cruzada, empreendida em nome da construção de um império ariano.
Ações de extermínio
A Polônia foi o exemplo mais trágico dos objetivos e das disposições da política nazista. Cerca de 5,8 milhões de poloneses foram exterminados pelos alemães, e destes apenas 123 mil eram militares. Ou seja, o alvo dos alemães eram principalmente os civis judeus, que formavam parte significativa da população polonesa. Assim, desde a invasão da Polônia de 1939, ficou claro que, para a Alemanha, essa seria uma guerra de extermínio dos povos que o nazismo considerava inferiores ou indesejáveis: além dos judeus, os eslavos e ciganos, sem falar em homossexuais e nos deficientes físicos e mentais.
Para eles, foram criados campos de concentração, como Treblinka, Auschwitz, Birkenau e Sobibor, onde os "indesejáveis" eram exterminados em ritmo industrial. Havia, inclusive, a preocupação das autoridades alemãs em criar métodos mais eficientes e baratos de matar um maior número de pessoas no menor tempo possível. Vale lembrar também que o dinheiro e os bens dessas pessoas - em especial dos judeus - eram expropriados pelos nazistas, que tentaram lucrar inclusive com os cadáveres, fabricando sabão com gordura humana e botões com ossos.
A guerra na Europa
Depois da rápida vitória sobre a Polônia, as tropas alemãs não pararam mais. Atacaram primeiramente a França, que também sucumbiu em poucos dias, e depois a Inglaterra, que resistiu heroicamente e enfrentaria os alemães e seus aliados, italianos e japoneses, até o fim da guerra, na Europa, no norte da África e no Oriente. O primeiro-ministro britânico Winston Churchill foi o primeiro estadista ocidental a perceber a ameaça nazista e a ela se opor tenazmente, malgrado, Hitler, a princípio, manifestasse interesse num armistício com os ingleses.
Em meados de 1941, rompendo o acordo com Stálin, Hitler decidiu atacar a União Soviética. Contrariando as estratégias de seus generais, que queriam primeiro tomar Moscou, fez questão de invadir Leningrado, símbolo da Revolução Russa de 1917. No entanto, Leningrado resistiu bravamente, embora a cidade tenha ficado sem luz e sem suprimentos, sob um cerco que durou 900 dias.
Os russos, porém, não se rendiam e contaram com a aliança com seu inverno austero, ao qual os alemães não estavam acostumados. Ainda assim, as tropas nazistas chegaram a 30 quilômetros de Moscou, decididos a tomar a cidade. Foi quando se deu a virada no chamado front oriental europeu. O general Zukhov, comandante do exército vermelho, conevenceu Stálin a trazer para a Europa as tropas russas estacionadas na Ásia, o extremo oriente da União Soviética, por temor a uma invasão japonesa. Esses reforços tiveram um papel decisivo na contenção dos nazistas.
