terça-feira, 12 de julho de 2016

Dia Mundial do Rock


Dia 13 de julho, é celebrado o Dia Mundial do Rock.... Curiosamente, essa data não tem nada de “mundial”, já que ela é comemorada — até onde se sabe — apenas aqui no Brasil!
Segundo diversas fontes, a data comemorativa teve origem graças ao icônico megaconcerto beneficente Live Aid que aconteceu no dia 13 de julho de 1985 — ou seja, há exatos 31 anos.
Bob Geldof, ator, cantor e músico (sua principal atuação no filme The Wall) organizou o Live Aid. Um show simultâneo em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia. O evento chamou a atenção por contar com a presença de muitos artistas famosos na época. Entre os participantes, estavam The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna,Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.
Os shows foram transmitidos ao vivo pela BBC para diversos países e abriram os olhos do mundo para a miséria no continente africano.
Em 2005, 20 anos depois do primeiro evento, Bob Geldof organizou o Live 8, uma nova edição com estrutura maior e shows em mais países. Dessa vez o objetivo foi pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres e erradicar a miséria do mundo.
No Live 8 o Grupo de Rock Britânico Pink Floyd se reuniu em sua formação clássica pela primeira vez depois de 20 anos de separação.


terça-feira, 28 de abril de 2015

"Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos." Eduardo Galeano


Eduardo Galeano (1940-2015)

            Galeano escreveu diversas obras. Lí apenas "Veias Abertas da América Latina". Foi o suficiente para perceber sua genialidade e coragem. Foi também um homem muito generoso. Presenteou a humanidade com belíssimas frases que ecoam pelas redes sociais. Suas palestras eram imperdíveis.

CONHEÇA "VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA"

                   Essa é uma das grandes obras clássicas da literatura latino-americana. Leitura imperdível para aqueles que gostam, querem ou precisam entender a História da América Latina.
As veias abertas da América Latina, de Eduardo Galeano, foi publicado pela primeira vez em 1970 e editado em praticamente todos os países do continente, vários países da Europa e nos EUA.
Na obra o autor propõe um inventário dos 500 anos da história do continente retratando as suas principais bases: a economia agrícola e mineradora dominada pelo mercado internacional, com o objetivo de gerar lucros para a potência dominadora; a pobreza social como resultado de um sistema econômico externo e excludente, que privilegia uma minoria financeiramente capaz de integrar-se aos padrões de consumo; a opressão de governos centralizadores contra as minorias, produzindo genocídios e o caos social; a exploração do trabalho e as péssimas condições de sobrevivência para a grande maioria de sua população.

Leitura IMPRESCINDÍVEL para Vestibular/ Enem 2015.

Baixe clicando AQUI! 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A INVENÇÃO DE UM MITO POLÍTICO

Ou:

O gaúcho Pateta, dos estúdios Walt Disney




A partir de 1941, os estudios Disney se envolveram com o Departamento de Estado do Governo Roosevelt para fins de investida comercial na América do Sul. Os mercados europeus estavam fechados pela guerra, assim, os EUA precisavam de parceiros comerciais na própria América, bem como em fazer aliados e estreitar relações com os governos do Brasil e da Argentina, especialmente.

Disney foi usado para tais finalidades, por isso criou dois personagens para agradar os sulamericanos. Foram criados o Joe Carioca (Zé Carioca) e El Gaucho Goofy (Pateta Gaúcho), este já existia, mas foi redesenhado como um tipo cowboy dos pampas com a finalidade de fazer-se simpático ao povo argentino.

Como se vê, o uso político-comercial do gaucho (ou gaúcho) foi uma ideia anterior aos jovens estudantes do Colégio Júlio de Castilhos de Porto Alegre, quando, na década de 1950, resolveram dar um perfil mais definido ao “tipo ideal” (Weber) do Rio Grande do Sul.

Os jovens sulinos, representados basicamente por Paixão Cortes e Barbosa Lessa, estavam inventando uma tradição, como tantas outras que se criam mundo afora, à guisa de suporte de feitos heróicos para fins de coesão social, mitos políticos (comumente de direita, como Joana D'Arc na França) e mesmo meros produtos comerciais passíveis de virarem fetiches mercadológicos.

Vejam que a própria ideia já é de segunda mão, os rapazes do Julinho chegaram tarde ao mercado do gaucho. Disney chegou primeiro.


Texto copiado de Diário Gauche

quinta-feira, 10 de julho de 2014

A HISTÓRIA DA ÁGUA ENGARRAFADA





(ou um dos maiores golpes das indústrias de bebidas)
Depois do sucesso do vídeo A História das Coisas, Annie Leonard produziu um novo vídeo de conscientização ecológica: The Story of Bottled Water, no bom português se traduz como A História da Água Engarrafada.
A proposta de Annie, com este vídeo de oito minutos, é de estimular o consumo de água da torneira. Seu argumento baseia-se em pesquisas científicas que comprovaram que a água de garrafa muitas vezes tem menor qualidade do que a filtrada; testes de opinião pública mostram a água tratada como de "gosto mais puro" que a mineral; água armazenada em garrafas plásticas podem custar até 2 mil vezes mais que a água de torneira. Annie defende que a água é um bem de todos e não deveria ser comercializada. “O que eles vão vender depois, ar?”, ela se pergunta.

Dentre outros problemas com relação à água engarrafada está o lixo gerado pelo plástico das embalagens, já que 80% destas garrafas não são recicladas e acabam parando em lixões de países subdesenvolvidos. Só nos Estados Unidos mais de 500 milhões de garrafas de água são consumidas toda semana, o que permitiria dar mais de 5 voltas em torno do nosso planeta.

A ativista finaliza o vídeo dizendo que a solução é cobrar de políticos e órgãos públicos mais investimentos de infraestrutura para o tratamento da água e prevenção da poluição de rios e lagos, que segundo ela são poluídos pelas próprias indústrias que fabricam as águas engarrafadas. Confira aí:


Ou baixe aqui!

Copiei do blog Coluna Zero

quarta-feira, 9 de julho de 2014

ILHA DAS FLORES (Curta-metragem)


(35 mm, 12 min, cor, 1989)
(janela 1.33, som óptico mono)
"Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Acaba? Não. ILHA DAS FLORES segue-o até seu verdadeiro final, entre animais, lixo, mulheres e crianças. E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos. " (Casa de Cinema de Porto Alegre)
Ilha das Flores é um filme de curta-metragem brasileiro, do gênero documentário, escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989, com produção da Casa de Cinema de Porto Alegre. O filme já foi acusado de "materialista" por ter, em uma de suas cartelas iniciais, a inscrição "Deus não existe". Mas a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) concedeu ao filme o Prêmio Margarida de Prata, como o "melhor filme brasileiro do ano" em 1990. Em 1995, Ilha das Flores foi eleito pela crítica européia como um dos 100 mais importantes curtas-metragens do século. (!!!)

Prêmios
  • 17º Festival do Cinema Brasileiro, Gramado, 1989:
    Melhor filme de curta metragem (júri oficial, júri popular e prêmio da crítica), Melhor roteiro, Melhor montagem e mais 4 prêmios regionais (Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Montagem).
  • 40º International Filmfestival, Berlim, Alemanha, 1990:
    Urso de Prata para curta metragem.
  • Prêmio Air France, Rio de Janeiro, 1990:
    Melhor curta metragem brasileiro.
  • Prêmio Margarida de Prata (CNBB), Brasília, 1990:
    Melhor curta-metragem.
  • 3º Festival Internacional do Curta-metragem, Clermont-Ferrand, França, 1991:
    Prêmio Especial do Júri, Melhor Filme (Júri Popular).
  • American Film and Video Festival, New York, 1991:
    Blue Ribbon Award.
  • 7º No-budget Kurzfilmfestival, Hamburgo, Alemanha, 1991:
    Melhor Filme.
  • Festival International du Film de Region, Saint Paul, França, 1993:
    Melhor Filme.
  • Exibido na mostra "Os 10 Melhores curtas brasileiros da década de 80", no Cineclube Estação Botafogo, Rio de Janeiro, 1990.
Clique aqui para baixar!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A HISTÓRIA DAS COISAS






Documentário de animação, EUA, 20min.; COR/. 

Direção: Fábio Gavi 


“A história das coisas” (The Story of Stuff) é um filme rápido (20 minutos), dinâmico e muito interessante. 






Trata do complexo sistema que vai da extração, passa pela produção, distribuição, consumo e acaba no tratamento do lixo. Segundo o documentário, esse sistema é muito mal explicado nos livros, que ignoram alguns aspectos importantes, como as pessoas que participam dessa engrenagem e os limites impostos pela natureza, por exemplo. 

A partir do filme, é possível compreender a relação estabelecida entre diversos problemas ambientais e sociais e a necessidade urgente de criarmos um mundo sustentável e justo. Como ponto central desse sistema analisado, o coração que o impulsiona, tem-se o consumo, amplamente incentivado após a Segunda Guerra Mundial. No mundo atual, quem não contribui para “a seta dourada do consumo” não tem valor. 

(Fonte: Secretaria da Educação do Paraná)

Clique aqui para baixar!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Repostagem Oportuna: A traição aos lanceiros negros

O DOCUMENTO DA DISCÓRDIA

Contestado por muitos defensores de Canabarro, o documento escrito por Duque de Caxias para Moringue em 9 de novembro de 1844 dá instruções a Moringue, pede a ele que poupe “sangue brasileiro”, que dê fuga a Canabarro e avisa que as tropas estarão desarmadas, configurando prova da traição de Porongos.


[…] Regule V. S. suas marchas de maneira que no dia 14, às duas horas da madrugada possa atacar as forças a mando de Canabarro, que estará nesse dia no Serro dos Porongos. […] No conflito poupe o sangue brasileiro o quanto puder, particularmente da gente branca da Província ou índios, pois bem sabe que essa pobre gente ainda nos pode ser útil no futuro. […] Não receia a infantaria inimiga, pois ela há de receber ordem de um ministro de seu general-em-chefe para entregar o cartuchame sob o pretexto de desconfiarem dela. Se Canabarro ou Lucas forem prisioneiros deve dar-lhes escápula de maneira que ninguém possa nem levemente desconfiar […]


A TRAIÇÃO AOS LANCEIROS NEGROS (originalmente postado em 13 de setembro de 2009) Nos momentos finais da revolução Farroupilha ocorreu o "Massacre de Porongos", em 1844, na zona rural de Pinheiro Machado, onde os "lanceiros negros" foram mortos pelas tropas imperiais.

Mais uma vez se aproxima a data de 20 de setembro, comemorada no Rio Grande do Sul e pelo mundo afora como uma referência (e certa deferência) aos heróicos atos do exército farroupilha. Bem menos lembrada, mas nem por isso menos heróica, foi a participação de negros neste exército, organizado pela elite gaúcha, os ricos fazendeiros escravocratas do Rio Grande do Sul.

Os lanceiros negros formavam uma tropa especial do exército farroupilha que foi decisiva em muitas batalhas travadas durantes os dez anos de guerra. Porém, segundo André Melo, especialista em História Contemporânea pela Fapa, "Engana-se quem pensa que realmente existiu uma democracia racial entre os farrapos. Os soldados até poderiam ser negros, mas os oficiais eram todos brancos."

Por trás da participação dos negros havia a esperança da liberdade, a alforria, após a guerra. A participação dos negros terminou de forma trágica em 14 de novembro de 1844: a traição de Porongos, com o massacre dos lanceiros negros. Desarmados um dia antes por ordem de David Canabarro, os negros foram alvo fácil para as tropas do Império sob o comando de Francisco de Abreu, o Moringue.

O triste acontecido foi durante muitos anos ocultado da nossa história. Até hoje, grupos ligados ao tradicionalismo negam o episódio, e acusam os historiadores de renegar o heróico passado farrapo. Porém cabe a cada um de nós, estudantes e pesquisadores, fazer lembrar o massacre e desta forma homenagear esses heróis anônimos da luta pelo fim da escravidão.

A traição de Porongos e o massacre dos lanceiros negros é num dos mais lamentáveis episódios da história da humanidade.

É uma façanha que não orgulha, nem serve de modelo para nenhuma terra.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

As Novas Capitanias Hereditárias



Bem bolado Vasquez!!!

Tudo a ver. As capitanias eram concessões do rei, as tvs, concessões da república.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Os deuses Iorubás, a mitologia Greco Romana e o sincretismo com o catolicismo

EXU


Exu é o primeiro Orixá, aquele que é mais desconhecido e por isso mesmo, temido. Comece tirando da cabeça a ligação que outras crenças tentaram fazer de Exu com demônio e substitua esse conceito por mensageiro, pois esse é o Orixá que faz a ligação entre os seres humanos e os outros Orixás. Na mitologia ele é Hermes ou Mercúrio.

Ele contém um poder imenso de renovação, de acabar com o que está velho e gasto para recriar o novo e vigoroso. Sob esse prisma, ele é um Orixá benéfico, com poder de revigorar as pessoas.


OGUM

Ogum é um poderoso Orixá, dono do ferro e do fogo. Ele é um guerreiro, um lutador que defende a lei e a ordem. Este Orixá abre os caminhos e vence as lutas, protegendo os mais fracos. Todas as lutas, as vitórias, as conquistas são presididas por Ogum.

Poderá traçar um paralelo entre Ogum e os deuses Marte e Ares da mitologia greco-romana. Ambos são impulsivos, violentos, guerreiros e leais.


OXÓSSI

Oxóssi é o Orixá da caça, que vive nas matas para cuidar dos animais. É ele quem torna a caça abundante e garante a alimentação do povo. Como habitante das florestas, está sempre perto de Ossãe, a Orixá das folhas, por essa proximidade é ele quem pode trazer aos homens as plantas curativas.

Poderá traçar um paralelo entre Oxóssi e os deuses Mercúrio e Hermes da mitologia greco-romana, num aspecto diferente do que é ligado a Exu, cuja função única de mensageiro traça o paralelo com esses deuses. Para a relação com Oxóssi vemos as qualidades da rapidez, da mudança, da curiosidade, da leveza.


XANGÔ

Xangô é o Orixá dos reis, dos justos, dos juízes e dos poderosos. Ele próprio foi um rei guerreiro, que enriqueceu seu povo com muitas conquistas que fez. O seu trabalho entre os homens é cobrar de quem deve e premiar quem merece, agindo com sabedoria, justiça e poder.

Para ter uma melhor noção sobre sua função entre os Orixás, poderá traçar um paralelo entre Xangô e os deuses Júpiter e Zeus da mitologia greco-romana. Ambos são superiores na hierarquia dos deuses, encarregados de fazer cumprir a lei e processar julgamentos.


IANSÃ

Ela é a senhora dos ventos, das tempestades. Uma Orixá altiva, guerreira, poderosa. Essa Orixá é independente, nunca se deixa dominar pelos Orixás masculinos, só obedece a si própria. Ela é valente e briguenta, não aceita ordens nem escuta desaforos. Iansã tem o poder de controlar a ação dos espíritos negativos.

Pode comparar a função dela com as deusas Juno e Hera da mitologia greco-romana. Ambas são fortes, justas e lutadoras.


IEMANJÁ

Ela é a senhora do mar, Iemanjá é o próprio mar divinizado. Essa Orixá representa a beleza, a família, a maternidade e o amor. Suas funções mágicas vêm de épocas remotas, pois todas as civilizações sempre endeusaram a mulher ligada ao mar.

Iemanjá tem relação com as deusas Vênus e Afrodite da mitologia greco-romana. Ambas são belas, férteis, sedutoras e doadoras.


OMULU

Omulu é o Orixá das doenças, ele preside a morte e o tratamento médico. Seu respeito dentro do Candomblé é grande. Sua ação na natureza é realizar a eliminação, dando fim ao que não serve mais. Ele traz a doença e também as pesquisas para os remédios da cura. Tudo que está sob sua influência demora, é um Orixá lento.

Omulu tem relação com os deuses Saturno e Cronos da mitologia greco-romana. Ambos são lentos, kármicos e solitários.


OXALÁ

Oxalá é o pai de todos, o Orixá maior, o amor universal. Sua ação se manifesta através da fé, da luz, da razão e da paz.

Oxalá e o deus Apolo da mitologia greco-romana são afins. Esse deus personifica a luz, pois está relacionado com o Sol, ele é o portador da vida, o estímulo a tudo que está criado, o bem e a ordem universal.


OXUM

Oxum é a Orixá da fertilidade, a dona do ouro e do leite. Ela simboliza o amor, a união, o casamento. Ela é muito vaidosa, é uma protetora da beleza das mulheres. Essa Orixá cuida das criancinhas desencarnadas.

Para ter uma melhor noção sobre sua função entre os Orixás, poderá traçar um paralelo entre Oxum e as deusas Vênus e Afrodite da mitologia greco-romana, tal como Iemanjá. Veja em Oxum as qualidades do crescimento, do acolhimento e da maternidade que essas deusas possuem. Ambas são mães.


NANÃ

Nanã é a Orixá mais velha, a que tem mais sabedoria, a mais respeitada, que todos ouvem. Ela é a avó, dona do barro com o qual Obatalá fez os homens. Dona da justiça, tinha o cargo de juíza. Nanã habita o fundo do mar, os pântanos e os brejos, também está nos poços profundos. É a vovó.

Pode ligar Nanã às deusas Cibele e Réia da mitologia greco-romana. Ambas são férteis e doadoras.


LOGUM EDÉ

Logum significa caçador. Logum Edé é um Orixá singular, vive seis meses na mata comendo caça e seis meses embaixo d'água, comendo peixe. Filho de Oxóssi e Oxum, esse Orixá é andrógino.

Logum Edé tem relação com o deus Hermafrodito da mitologia greco-romana, filho de Hermes e Afrodite (Vênus). Características dele são a volubilidade, a facilidade, a beleza e o refinamento.


OSSÃE

Ossãe é a protetora das folhas, ela conserva o segredo da cura através das plantas, seja de forma mágica ou medicinal. Dizem que Ossãe tem uma perna só, por isso se oculta nas folhagens. Antes ela era um Orixá masculino, mas conquistou Oxóssi com o feitiço das suas folhas e agora é considerada uma Orixá feminina.

Para ter uma melhor noção sobre sua função entre os Orixás, poderá traçar um paralelo entre Ossãe e os deuses Esculápio ou Asclépio da mitologia greco-romana. Ambos são curadores e manipulam remédios.


OXUMARÉ

Oxumaré é um Orixá que não é masculino nem feminino, com sua dualidade ele carrega todos os opostos dentro de si. Filho de Nanã e Oxalá, ele é a serpente que morde a própria cauda.

Pode comparar Oxumaré e a deusa Íris da mitologia grega, a deusa do arco-íris, mas as qualidades não são semelhantes em tudo.


EUÁ

Euá é a dona do céu cor de rosa, a Orixá da beleza e da vidência. Ela raramente aparece e por não ser muito cultuada no Brasil, está um pouco esquecida. Governa o casamento e todas as associações. A cobra coral é seu símbolo em algumas linhas, ela é esposa de Omulu.

Euá tem alguma relação com as deusas Minerva, Palas e Atena da mitologia greco-romana. Ambas são justas, poderosas e fortes.


OBÁ

Obá é uma guerreira brava, forte e leal. Uma Orixá incompreendida e valorosa, pouco conhecida. Na África ela é um rio, que leva seu nome, por isso está ligada à água doce revolta.

Poderá traçar um paralelo entre Obá e as deusas Artêmis e Diana da mitologia greco-romana. Ambas são guerreiras e leais.


IBEIJIS

A essência dos Ibeijis é o nosso lado infantil, a criança que fomos e sempre manteremos viva em nosso interior. O nosso lado mais infantil, puro e alegre está relacionado com Ibeijis. Mas também nossa falta de maturidade e pouco senso para lidar com as obrigações está sob influência dessa energia.

Por essa razão, sempre há em cada pessoa um Ibeiji e ninguém é filho deles.





Sincretismo - Muitos usam o sincretismo para poderem situar-se com os orixás. O sincretismo nada mais é do que relacionar o nome do orixá com um santo católico, por exemplo:





Oxalá
( Jesus Cristo )
Amor, caridade, fé, compaixão, simplicidade, humildade, benevolência, perdão, altruísmo. É o mais evoluído de todos os Orixás.

Bebiba - Água
Comida - Canjica Branca
Vela - Branca




Iemanjá ( Nossa Senhora )
Senhora do mar, mãe das águas. Comanda a falange da sereias, ondinas e entidades que trabalham na força do mar.

Bebiba - Champagne Branca
Comida - Manjar de côco
Vela - Azul





Oxum ( Nossa Senhora Aparecida )
Domina as águas doces (rios), comanda suas linhas transmitindo amor e fraternidade para seus filhos.
Bebiba - Vinho Branco Doce
Comida - Canjica Amarela
Vela - Rosa




Iansã ( Santa Bárbara )
Guerreira, senhora dos trovões e das chuvas. Podemos sempre pedir proteção a ela para que tenhamos segurança em nossos caminhos e também em nossa vida.

Bebiba - Vinho Branco Doce
Comida - Farinha de milho com azeite de dendê e mel.
Vela - Amarela




Xangô ( São Jerônimo )
Representante da justiça divina, é também o Senhor do fogo, habita as pedreiras. Para quem precisa de justiça este é o orixá certo para pedir , pois é ele quem nos protege das injustiças desse mundo.

Na lei da Justiça: “Quem deve paga, quem merece recebe.”

Bebiba - Cerveja preta
Comida - Acém com Quiabo
Vela - Marrom




Ogum ( São Jorge )
Valente guerreiro, quebra as demandas e da proteção nos nossos caminhos. Ogum trabalha sob a Lei Divina e comanda também falanges de Exu, para que somente o bem seja feito em prol da Umbanda.

Bebiba - Cerveja branca
Comida - Frango Assado
Vela - Vermelha




Oxossi (São Sebastião)
Rei das matas, rege toda a linha de caboclos e caboblas.

Bebiba - Vinho Tinto
Comida - Mandioca com mel, milho cozido, frango assado, frutas
Vela - Verde





Omulu (São Lázaro/São Roque)
Dono do cemitério. Comanda a linha das Almas e também dos Exús e Pombas-gira que trabalham sob a força do cemitério.

Bebiba - Água
Comida - Pipoca estourada no azeite de dendê e mel.
Vela - Branca/Preta

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Valentão



Em nome do Estado democrático de direito, policial chileno valentão usa a sua enorme capacidade de persuasão para convencer um estudante em Santiago a recuar no seu protesto em favor de educação gratuita e de qualidade.
Foto de Victor Ruiz Caballero/Reuters

Para ver mais clique AQUI.

domingo, 19 de junho de 2011

A Revolução na Revolução





A Revolução Industrial guarda muitas características que são alvo dos estudos dos alunos e professores. Porém, a Revolução Social ocasionada pelas transformações econômicas e a nova organização do trabalho resultaram o surgimento de uma nova classe trabalhadora: Os operários.

A Revolução Industrial concentrou os trabalhadores em fábricas. O aspecto mais importante, que trouxe radical transformação no caráter do trabalho, foi esta separação: de um lado, capital e meios de produção (instalações, máquinas, matéria-prima); de outro, o trabalho. Os operários passaram a assalariados dos capitalistas (donos do capital).

A mecanização desqualificava o trabalho, o que tendia a reduzir o salário. Havia freqüentes paradas da produção, provocando desemprego. Nas novas condições, caíam os rendimentos, contribuindo para reduzir a média de vida.
Uns se entregavam ao alcoolismo. Outros se rebelavam contra as máquinas e as fábricas, destruídas em Lancaster (1769) e em Lancashire (1779). Proprietários e governo organizaram uma defesa militar para proteger as empresas.



Nasce o Sindicato

Havia mais organização entre os trabalhadores especializados, como os penteadores de lã. Inicialmente, eles se cotizavam para pagar o enterro de associados; a associação passou a ter caráter reivindicatório.


Assim surgiram as tradeunions, os sindicatos. Gradativamente, conquistaram a proibição do trabalho infantil, a limitação do trabalho feminino, o direito de greve.


sábado, 26 de março de 2011

21 de Março - Dia Internacional contra a Discriminação Racial

No dia 21 de março de 1960, na cidade de Joanesburgo, capital da África do Sul, 20 mil negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular.

No bairro de Shaperville, os manifestantes se depararam com tropas do exército. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo outras 186. Esta ação ficou conhecida como o Massacre de Shaperville. Em memória à tragédia, a ONU – Organização das Nações Unidas – instituiu 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

Para trabalharmos ações de combate a discriminação racial no Brasil, é preciso retomar a diáspora africana. Portanto, urge colocarmos em relevo datas simbólicas internacionais com datas brasileiras, contribuindo na recontagem histórica da participação dos africanos e indígenas no país.

Nesse sentido, para iniciar um diálogo sobre esse assunto, sugere-se assistir ao curta "Vista minha pele":



“Vista a Minha Pele” é uma divertida paródia da realidade brasileira. Serve de material básico para discussão sobre racismo e preconceito em sala-de-aula.

Nesta história invertida, os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Os países pobres são Alemanha e Inglaterra, enquanto os países ricos são, por exemplo, África do Sul e Moçambique. Maria é uma menina branca, pobre, que estuda num colégio particular graças à bolsa-de-estudo que tem pelo fatode sua mãe ser faxineira nesta escola. A maioria de seus colegas a hostilizam, por sua cor e por sua condição social, com exceção de sua amiga Luana, filha de um diplomata que, por ter morado em países pobres, possui uma visão mais abrangente da realidade.

Maria quer ser “Miss Festa Junina” da escola, mas isso requer um esforço enorme, que vai desde a superação do padrão de beleza imposto pela mídia, onde só o negro é valorizado, à resistência de seus pais, à aversão dos colegas e à dificuldade em vender os bilhetes para seus conhecidos, em sua maioria muito pobres. Maria tem em Luana uma forte aliada e as duas vão se envolver numa série de aventuras para alcançar seus objetivos. O centro da história não é o concurso, mas a disposição de Maria em enfrentar essa situação. Ao final ela descobre que, quanto mais confia em si mesma, mais capacidade terá de convencer outros de sua chance de vencer.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Santa Ceia e os Signos do Zodíaco


Reconstituição fiel da Última Ceia de Leonardo da Vinci, que foi utilizada por Emma Costet de Mascheville em seu livro Luz e Sombra (Ed. Teosófica)
Esse relato se baseia no livro de Emma Costet macheville

Temos no quadro da Santa Ceia os doze apóstolos, com a figura do Cristo Central, na pintura original o Cristo representa o ponto de equilíbrio , iluminado por 3 portas de luz, o Cristo representa a posição Equinocial. Segundo observações de Emma, a imagem representa as quatro estações, da direita para a esquerda: a primavera, o verão, depois Cristo, no Centro, que representa a posição do Equinócio Outonal e por fim o outono e o inverno. Podemos observas nas mãos do Cristo com a mão esquerda em sentido de doação e a direita de recolhimento., simbolizando a fase da primavera e do verão quando o sol doa sua luz e calor e no inverno e outono a luz do sol atenua. Isso também nos leva a pensar na forma imparcial da Divindade perante a natureza , que tem a função de doar e recolher. Também nos leva a crer o sistema complementar de cada signo, que um doa o outro recolhe e vice versa. Os doze signos é polaridade de energias opostas. A sombra é apenas ausência de luz, assim como o ódio é um amor ausente, o vicio é uma virtude em desenvolvimento. A astrologia trabalha com correspondências, complementação, não existe um signo superior, ou inferior, todos se complementam e carregam suas verdades. No fundo necessitamos encontrar a nossa estabilização. Dentro das correspondências astrológicas e os signos do zodíaco com o corpo humano encontramos : a cabeça corresponde a Áries; o pescoço corresponde a Touro; os braços e os pulmões correspondem a Gêmeos; o estômago, o esôfago e as glândulas mamárias correspondem a Câncer; o coração corresponde a Leão; os intestinos e o fígado correspondem a Virgem; os rins correspondem a Libra; os órgãos sexuais correspondem a Escorpião; os quadris e as coxas correspondem a Sagitário; os joelhos, os ossos e a pele correspondem a Capricórnio; as pernas e os tornozelos correspondem a Aquário, até os pés que correspondem a Peixes.

Na obra de Leonardo (1452 - 1519), chamada Cenacolo ou Última Ceia, que na verdade é um afresco, um mural pintado no refeitório do Convento de Santa Maria delle Grazie, que se encontra na cidade de Milão, na Itália, podemos verificar que os doze apóstolos estão simbolizando essas correspondências:
Simão com a “cabeça” para frente, sendo a parte física regida por Áries, Judas Tadeu com a luz no pescoço outra parte regida pelo signo de touro, o único signo que tem os pés expostos, Bartolomeu ,também parte regida pelo signo de peixes.

Mas esses detalhes já nos dá uma idéia que da Vinci fez esse quadro deixando seu conhecimento da astrologia( em uma época em que a inquisição era um fato), de maneira camuflada, mas muito inteligente.
Quando vemos em torno da figura do Cristo os signos em oposição, e no meio a Divindade, podemos concluir que as oposições que levam a sabedoria para a figura Central o Cristo, o ponto de equilíbrio, onde a posição sagrada está no caminho dos opostos.
“Na Natureza tudo é duplo, tudo tem pólos, tudo tem o seu oposto".Yin, yang, macho e femea, grosseiro e suave, doce e amargo , e assim vai...
Como se diz no yoga : "Quando a mente é perturbada por pensamentos impróprios, a constante ponderação sobre os opostos é o remédio".'

Copiado e editado do blog de Marilza Eches, um blog sério sobre astrologia. Clique!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sete Povos da Missões

Sete Povos da Missões ou Missões Orientais são sete aldeamentos habitados antigamente pelos indígenas e fundado pelos jesuítas na região que é hoje o estado do Rio Grande do Sul. Faziam parte as seguintes missões:
  1. São Francisco de Borja
  2. São Nicolau
  3. São Miguel Arcanjo
  4. São Lourenço Mártir
  5. São João Batista
  6. São Luiz Gonzaga
  7. Santo Ângelo Custódio

A redução de São Nicolau foi a primeira a ser fundada, no ano de 1626, mas só foi em 1687 que as instalações permanentes foram inauguradas. Este espaço de tempo deve-se a fuga devido aos ataques dos bandeirantes. A população que compunha a missão se abastecia principalmente do gado. Foi a maior missão dos Sete Povos e registros indicam que no ano de 1732 haviam 7.751 índios. Este número de índios foi somente os que estavam na sede, acredita-se que existiam muito mais.

São Miguel de Arcanjo foi a segunda redução a ser construída a partir de 1687 pelos guaranis. Contava no ano de 1732 com 4.589 indígenas.

A missão de São Francisco de Borja foi fundada em 1682 e é localizada mais ao sul do que os demais povos. Ela é tão importante que pode ser considerada como a primeira missão, mesmo cronologicamente tendo sido a terceira. Isso se deve ao fato de que ao ser fundada deu-se inicio ao processo evangelizador das missões jesuítas no Rio Grande do Sul.

São Luiz Gonzaga foi fundada em 1687 e contava com 6.182 índios que habitavam a região rodeada pelos rios Uruguai, Ijuí e Piratinim. Em 1690 foi fundada a missão de São Lourenço que ficava localizado a margem esquerda do rio Uruguai e contava com 6.513 indígenas. Sete anos depois foi instalada a missão de São João Baptista que contava com 5.274 índios somente na área urbana. A última missão a ser instalada foi a de Santo Ângelo Custódio, no ano de 1706 e por sua vez contava com 5.085 índios.

O declínio dos Sete Povos começou durante o século XVIII. A região estava sendo disputada entre os espanhóis e portugueses. Ficou acertado através do Tratado de Madri, firmado em 1750, que Portugal trocaria a Colônia de Sacramento (para os espanhóis) pela região em disputa, desde que os espanhóis retirassem os jesuítas. O problema é que ninguém queria sair, nem os jesuítas, nem os índios e até mesmo os portugueses, que não queriam deixar Sacramento.

Sepé Tiaraju, indio guaraní: "Co ivi oguereco iara" (Esta terra tem dono)

A 7 de fevereiro de 1756, tombava em combate contra portugueses e espanhóis, na resistência à invasão dos Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul, o índio guarani Sepé Tiaraju.
A resistência guarani foi uma inssurreição das reduções dos Sete Povos das Missões (São Francisco de Borja, São nicolau, São Luís Gonzaga, São miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São João Batista e Santo Ângelo Custódio) contra o Tratado de Madrid (1750), que entregava definitivamente à coroa portuguesa a região das Missões e integrava à Espanha a Colônia de Sacramento).
Os índios guaranis, liderados por Sepé, não aceitaram tal imposição. Mesmo assim, padres jesuítas espanhóis tentaram convencê-los a abandonar as terras e tudo o que haviam construído, e rumar para a banda ocidental do rio Uruguai. Mas o espírito de resistência prevaleceu e os guaranis expulsaram os jesuítas das reduções, fazendo com que muitos padres tivessem que fugir para se esconder em Buenos Aires, a fim de salvarem suas peles...
“Esta terra tem dono!” bradou Sepé para portugueses e espanhóis... E ergueram-se em revolta os guaranis armados com lanças de taquara!!

Que bom se hoje o povo brasileiro se inspira-se em Sepé Tiaraju e na alma missioneira contra a opressão dos pobres, perpetrada pelos novos conquistadores (patrões, etc) e a enganção da pelegada reformista e vanguardista, os novos “jesuítas”, que tentam convencer o povo a desistir do enfrentamento contra o inimigo de classe, unindo-se a ele.

Texto parcialmente retirado e editado de HB e Midia Independente.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Por que não festejo e me faz mal o Natal


Não festejo e me faz mal o natal por diversas razões, algumas fracas, outras mais fortes. Primeiro, sou ateu praticante e, sobretudo, adulto. Portanto, não participo da solução fácil e infantil de responsabilizar entidade superior, o tal de "pai eterno", pelos desastres espirituais e materiais de cuja produção e, sobretudo, necessária reparação, nós mesmos, humanos, somos responsáveis.

Sobretudo como historiador, não vejo como celebrar o natalício de personagem sobre o qual quase não temos informação positiva e não sabemos nada sobre a data, local e condições de nascimento. Personagem que, confesso, não me é simpático, mesmo na narrativa mítico-religiosa, pois amarelou na hora de liderar seu povo, mandando-o pagar o exigido pelo invasor romano: "Dai a deus o que é de deus, dai a César, o que é de César"!

O natal me faz mal por constituir promoção mercadológica escandalosa que invade crescentemente o mundo exigindo que, sob a pena da imediata sanção moral e afetiva, a população, seja qual for o credo, caso o tenha, presenteie familiares, amigos, superiores e subalternos, para o gáudio do comércio e tristeza de suas finanças, numa redução miserável do valor do sentimento ao custo do presente.

Não festejo e me desgosta o natal por ser momento de ritual mecânico de hipócrita fraternidade que, em vez de fortalecer a solidariedade agonizante em cada um de nós, reforça a pretensão da redenção e do poder do indivíduo, maldição mitológica do liberalismo, simbolizada na excelência do aniversariante, exclusivo e único demiurgo dos males sociais e espirituais da humanidade.

Desgosta-me o caráter anti-social e exclusivista de celebração que reúne egoísta apenas os membros da família restrita, mesmo os que não se frequentaram e se suportaram durante o ano vencido, e não o farão, no ano vindouro. Festa que acolhe somente os estrangeiros incorporados por vínculos matrimoniais ao grupo familiar excelente, expulsos da cerimônia apenas ousam romper aqueles liames.

Horroriza-me o sentimento de falsa e melosa fraternidade geral, com que a grande mídia nos intoxica com impudícia crescente, ano após ano, quando a celebração aproxima-se, no contexto da contraditória santificação social do egoísmo e do individualismo, ao igual dos armistícios natalinos das grandes guerras que reforçavam, e ainda reforçam - vide o peru de Bush, no Iraque - o consenso sobre a bondade dos valores que justificavam o massacre de cada dia, interrompendo-o por uma noite apenas.

Não festejo o natal porque, desde criança, como creio para muitíssimos de nós, a festa, não sei muito bem por que, constituía um momento de tensão e angústia, talvez por prometer sentimentos de paz e fraternidade há muito perdidos, substituindo-os pela comilança indigesta e a abertura sôfrega de presentes, ciumentamente cotejados com os cantos dos olhos aos dos outros presenteados.

Por tudo isso, celebro, sim, o Primeiro do Ano, festa plebéia, aberta a todos, sem discursos melosos, celebrada na praça e na rua, no virar da noite, ao pipocar dos fogos lançados contra os céus. Celebro o Primeiro do Ano, tradição pagã, sem religião e cor, quando os extrovertidos abraçam os mais próximos e os introvertidos levantam tímidos a taça aos estranhos, despedindo-se com esperança de um ano mais ou menos pesado, mais ou menos frutífero, mais ou menos sofrido, na certeza renovada de que, enquanto houver vida e luta, haverá esperança.

Artigo do professor e historiador Mário Maestri, publicado originalmente no portal La Insignia, em dezembro de 2006.

Pescado do blog Diario Gauche

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tia Ciata e o samba

Hilária Batista de Almeida nasceu na Bahia em 1854. Aos 22 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde formou nova família ao se casar com João Baptista da Silva, funcionário público com quem teve 14 filhos.

Como todas as baianas da época, era grande quituteira. Começou a trabalhar colocando o seu tabuleiro na Rua Sete de Setembro, sempre vestida de baiana. Com tino comercial, também alugava roupas típicas para o teatro e para o carnaval.

Mãe-de-santo respeitada, Hilária foi confirmada no santo como Ciata de Oxum. Em sua casa, as festas eram famosas. Sempre celebrava seus orixás, sendo as festas de Cosme e Damião e de Nossa Senhora da Conceição as mais prestigiadas. Mas também promovia festas profanas, nas quais se destacavam as rodas de partido-alto. Era nessas rodas que se dançava o miudinho, uma forma de sambar de pés juntos, na qual Ciata era mestra.

A Praça Onze ganhou o apelido de Pequena África, porque era o ponto de encontro dos negros baianos e dos ex-escravos radicados nos morros próximos ao centro da cidade. Lá se reuniam músicos amadores e compositores anônimos. A casa de Tia Ciata, na rua Visconde de Itaúna 117, era a capital da Pequena África. Dos seus freqüentadores habituais, que incluíam Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Sinhô e Mauro de Almeida, nasceu o samba. A música Pelo telefone foi o primeiro samba registrado, no final de 1916, e virou sucesso no carnaval de 1917.

As chamadas “tias” baianas tiveram um papel preponderante no cenário de surgimento do samba no Rio de Janeiro, no final do século XIX e início do XX. Além de transmissoras da cultura popular trazida da Bahia e sacerdotisas de cultos e ritos de tradição africana, eram grandes quituteiras e festeiras, reunindo em torno de si a comunidade que inundava de música e dança suas celebrações – as festas chegavam a durar dias seguidos. Nessa época, viviam Tia Amélia (mãe de Donga), Tia Prisciliana (mãe de João de Baiana), Tia Veridiana (mãe de Chico da Baiana) e Tia Mônica (mãe de Pendengo e Carmen do Xibuca). Mas a mais famosa de todas foi Tia Ciata, em cuja casa nasceu o samba.

Em 1935, o então prefeito do Rio, Pedro Ernesto, legalizou as escolas de samba e oficializou os desfiles de rua. Antes disso, sem horário nem percurso fixo, o indispensável era que os grupos passassem pela Praça Onze, pelas casas das “tias” baianas. Elas eram consideradas mães do samba e do carnaval dos pobres. A casa de Tia Ciata era parada obrigatória, pois era a mais famosa e muito respeitada pela comunidade. Até hoje, as tias são representadas e homenageadas nos desfiles, pela ala das baianas das escolas de samba.

Em 2011, Tia Ciata é enredo da escola Unidos de Padre Miguel, e sua história será contada novamente!


Fonte: Portal da Cultura Negra , Cabrocha, a flor do Samba e http://www.acordacultura.org.br

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

OBAN - Operação Bandeirante

A Operação Bandeirante (OBAN) foi um centro de informações, investigações e de torturas montado pelo Exército do Brasil em 1969, que a coordenava e integrava as ações dos órgãos de combate às organizações armadas de esquerda que tinham por objetivo confrontar a regime militar que vigorava desde 1964 no Brasil.

Empresários brasileiros e até multinacionais apoiaram a OBAN dando suporte material e até financeiro para a perseguição de pessoas consideradas "subversivas" (que eram contrárias à ditadura), porém pouco dessa história veio à tona, mesmo tantos anos depois do fim do regime militar.

A OBAN foi lançada oficialmente em junho de 1969. Teriam participado do ato de lançamento da OBAN, no dia 1º de julho de 1969, em São Paulo, o governador da época, Roberto Costa de Abreu Sodré, o secretário de Segurança Pública, Hely Lopes Meireles, o general José Canavarro Pereira, comandante do II Exército, e os comandantes do VI Distrito Naval e da 4ª Zona Aérea.

O ato que celebrou a criação da Oban foi organizado com pompa, coquetéis e salgadinhos e contou com a presença das principais autoridades políticas de São Paulo: o governador Roberto de Abreu Sodré, o prefeito Paulo Maluf, o comandante do II Exército (atual Regional Sudeste), general José Canavarro Pereira, entre outros. Também acorreram à cerimônia figuras proeminentes da elite paulista, oriundas dos meios empresarial e financeiro: Luiz Macedo Quentel, Antonio Delfim Netto, Gastão Vidigal, Paulo Sawaya e Henning Albert Boilesen. Parte do setor empresarial paulista e das multinacionais – com representação em São Paulo – acreditava que as ações guerrilheiras colocavam em risco a boa conduta dos negócios e concorreu para o apoio financeiro e material. As autoridades da cidade colaboraram com infra-estrutura, incluindo a cessão de partes das dependências da 36ª delegacia de polícia, situada na rua Tutóia (Vila Mariana), para a acomodação do novo órgão repressivo.

No entanto, o ex-governador Abreu Sodré negou qualquer envolvimento com a OBAN. O prefeito da capital paulista à época, Paulo Maluf, também refutou as versões de que teria dado apoio à iniciativa. Nada foi apurado oficialmente contra esse dois políticos.

O órgão contava com forças policiais e militares. Os militares comandavam as operações, enquanto as forças policiais imprimiam o estilo de investigação e interrogatório desenvolvidos em décadas de experiência nessa área. Os métodos de tortura empregados na inquirição de presos comuns foram incrementados com o emprego de aparelhos de choque elétrico – gentilmente cedidos pelos agentes de segurança estadunidenses –, a palmatória, o “pau-de-arara”, o “telefone” (tapas em ambos os ouvidos, simultaneamente), a famosa “cadeira do dragão” (à qual o interrogado era preso, enquanto recebia choques) e a privação de alimentos e de água.

As pessoas eram torturadas até confessarem o que sequer sabiam, e depois, sem ter mais qualquer valia ou serventia, eram levadas de avião, e jogadas em alto mar, com a barriga aberta a sangue frio, de modo a não boiarem e afundarem rapidamente, para jamais serem encontradas por seus amigos e parentes. (São os incontáveis "desaparecidos" da ditadura militar)

Este local é considerado a mais célebre casa de torturas e de assassinatos da ditadura e no paradigma dos órgãos de segurança da ditadura militar.

Era financiada por doadores privados como o Grupo Ultragás, Ford, GM e Grupo Camargo Corrêa, Grupo Objetivo entre outros e pelos bens tomados de suas vítimas. Entre os doadores, haviam os que apoiavam com entusiasmo a repressão e outros que contribuíam a contragosto, sob pressão.

Destaca-se a atuação da mídia, que na época esforçava-se para esconder os crimes cometidos pelo regime, e ainda justificava claros e evidentes assassinatos por tortura, como os de Vladimir Herzog, Rubens Paiva, Fiel Filho, Stuart Angel, e outros, como tendo sido suicídio, morte natural, desaparecimento e etc, sempre amparado por laudos médicos de legistas do terror, como Dr. Harry Shibata e outros menos badalados, que davam um cunho profissional de aparente seriedade a todos os "acidentes", "suicídios" e "desaparecimentos", jamais tratados como assassinatos por tortura e, cuja verdade como notícia a televisão e os jornais tratavam de fabricar.


Tanto a Oban, quanto o DOI-CODI, podem ser considerados como precursores de batalhões de elite das polícias civis e militares brasileiras – como as Rondas Extensivas Tobias Aguiar (ROTA), em São Paulo, ou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), no Rio de Janeiro, para citar apenas os mais célebres – com amplo saldo de torturas e mortes. Dessa maneira, longe de permanecer um acontecimento longínquo do passado, a Oban segue servindo de inspiração para organizações congêneres no presente.

Obs:
As imagens foram copiadas do google imagens.
Este texto é uma síntese de materiais colhidos na internet, expressando opiniões de seus autores. Se não concorda com algo, entenda-se com eles. E faça sua própria pesquisa.
wikipedia
blogdocappacete
fazendomedia
humbertocapellari
carosamigos

sábado, 7 de agosto de 2010

Fidel pede a Obama que evite a guerra nuclear

No último dia 3 de agosto, Fidel Castro escreveu uma carta aberta a Barack Obama, na qual reagiu ao anúncio feito pelo almirante Michael Mullen, chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, feito três dias antes, de que aquele país tinha pronto um plano de ataque militar ao Irã.

Na carta, Fidel expõe uma situação de conflito global com ameaças sérias à sobrevivência do planeta e conclamou o presidente dos Estados Unidos a conter o iminente desastre, já que “está em suas mãos oferecer à humanidade a única possibilidade real de paz.”

Fidel trata das questões ambientais e se aprofunda no desastre da Bristish Petroleum no Golfo do México para questionar uma sociedade movida pelo consumo que destrói o planeta, e afirma que “evitar a antecipação do apocalipse exige questionar os mitos da modernidade – como mercado, desenvolvimento, estado uninacional -, todos eles baseados na razão instrumental.”

Com diversas fontes de informação, quase todas públicas, Fidel traça um mosaico vertiginoso, que desemboca na questão iraniana e nos riscos que ela traz de uma nova conflagração global de proporções apocalípticas.

Fidel disse que Obama tem a única oportunidade real de paz no mundo

Texto parcialmente copiado do excelente blog TIJOLAÇO - O blog do Brizola Neto. Clique para ler o resto e conhecer o Tijolaço!

terça-feira, 6 de julho de 2010

A ilha que ninguém quer reclamar



Trata-se de um aglomerado de plásticos, identificada em 1997 no meio do Oceano Pacífico, onde as correntes oceânicas do Pacífico Norte se encontram, e flutuam em constante crescimento. Esta ilha em que não se pode caminhar, ou melhor, esta sopa de plástico, já tem dimensões maiores que o estado do Texas, com uma profundidade de cerca de 10 metros.

Todo o lixo que é abandonado pela classe média nas praias da costa oeste da América do Norte e do Japão é levado pelas correntes para esta ilha suja, onde se estima que 70% da sua composição é de sacos de plástico. É como uma cloaca que nunca descarrega.

Isto tem um enorme impacto nos ecossistemas. A composição da água naquela área já apresenta mais pedacinhos de plástico do que plâncton.

Milhares de albatrozes acabam por morrer de fome mas de estômago cheio: ingerem tampas de garrafa, isqueiros, canetas, palitos de cotonetes, etc.

O principal problema com o plástico é o de não ser biodegradável. Nenhum processo natural pode quebrar suas moléculas. Um isqueiro jogado ao mar se fragmenta em pedaços menores e menores de plástico sem quebrar seus compostos mais simples, por isso se estima que a degradação completa poderia levar centenas de anos.

Além do óbvio que isto afeta tanto a vida marinha (macro e micro), outra questão que se apresenta é: como vamos limpar isto?

Esta questão ainda está para ser respondida. Por enquanto, cientistas dizem que a melhor abordagem que temos não é para limpar tudo, mas como paralisar seu crescimento.

Isso torna uma simples retirada de material algo arriscado – pode-se causar mais danos do que benefícios. É bom lembrar que grande parte da vida marinha encontra-se na escala de tamanho microscópico. Por exemplo, ao coar as águas oceânicas em busca de plástico, o plâncton, que é a base da cadeia alimentar marinha e responsável por 50% da fotossíntese da Terra, seria igualmente capturado, trazendo assim mais prejuízo.



Copiado direto do Blog Diário Gauche